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O Ensino de Ciências Naturais no Fazer Pedagógico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alaíde Arjona de Matos e Sônia Fernandes de Oliveira   
Sex, 03 de Fevereiro de 2012 11:50

RESUMO

Este texto visa analisar o sentido da necessidade de compreender as dificuldades para trabalhar os conteúdos de Ciências Naturais nas séries iniciais do Ensino Fundamental. O sistema educacional verifica a importância da natureza como um todo, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive. O ensino de Ciências oferece excelentes oportunidades de motivação para a aprendizagem, uma vez que aproxima a vivência escolar e as experiências concretas do cotidiano do aluno, através da observação, da manipulação dos materiais que o rodeiam, tornando-se um ser crítico capaz de questionar também a sociedade e o maravilhoso mundo em que se convive com mais interesse. Portanto, o ensino da disciplina de Ciências pode ajudar o aluno a desenvolver seu raciocínio crítico, seu pensamento lógico ou ainda, a sua capacidade intelectual. Foi possível perceber que o ensino de Ciências é alvo de críticas, tanto no que se refere aos seus conteúdos e métodos, quanto no papel que deve cumprir no Ensino Fundamental. Do ponto de vista social, sabemos que as sociedades modernas são cada vez mais dependentes do binômio ciência-tecnologia, cujo desenvolvimento é um processo irreversível e cada vez mais acelerado, adquirindo o importante significado social de preparação do aluno para a cidadania e, é necessário pensar que a criança não é a cidadã do futuro, mas sim, a de hoje. Nesse sentido, conhecer ciências é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e viabilizar sua capacidade pela participação social no futuro.

 

PALAVRAS-CHAVE: 1. Conhecimento científico; 2. Ciências na escola; 3. Natureza da Ciência.


INTRODUÇÃO

Torna-se cada vez mais importante refletir sobre a importância das Ciências Naturais, relacionadas ao desenvolvimento da postura e dos valores humanos na relação entre o conhecimento e o ambiente.02

Portanto, vivem os dias velozes de grande complexidade. O horizonte nos aproxima da multiciências e de prodigiosas tecnologias. Entretanto, os valores da vida e do homem se vêem afetados.

Por isso, vê-se na educação um papel importante no caminho que leva à superação dos limites da transmissão da cultura clássica e abrir caminhos para a formação de cidadãos universais, pensantes e observadores para interpretar o maravilhoso mundo que os rodeia com mais interesse.

Tal fato é pensado de acordo com Aristóteles, considerado um deus na Ciência Antiga e que foi uma das figuras muito importantes no desenvolvimento do conhecimento científico.

No entanto, a tarefa da ciência é compreender o que está à volta das pessoas, buscar o conhecimento sobre o Universo e sobre como ele funciona. Uma busca que nunca termina, pois cada novo conhecimento gera conflitos, cada solução pode desencadear novos problemas.

Em função desse fato, o processo de construção da ciência deve ser visto como um processo histórico, contextualizado no tempo e no espaço, definidos e, portanto, passivo de mudanças.

É fundamental o trabalho das Ciências Naturais na escola. Também é importante que os alunos visem o processo contínuo de confrontos entre diferentes idéias e a busca de informações, pois só assim, o conhecimento científico se construirá e possibilitará aos alunos a criação de uma enorme quantidade de idéias, diferentes relações, comparações e analogias para explicar os fenômenos.

Entretanto, a Ciência não deve ser trabalhada com o aluno a partir de uma perspectiva de verdade absoluta. Ao contrário, deve ser conhecida por meio de uma postura crítica para que se compreenda a sua localização no tempo e no espaço.

Porém, as Ciências Naturais estão relacionadas com a sua vida e a sua realidade dentro do mundo moderno.  Assim sendo, o presente texto tem como objetivo, a compreensão da natureza como um todo dinâmico e, do ser humano em sociedade, como agente de transformação do mundo em que vive essencialmente em relação aos demais seres vivos.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 

 A Ciência é baseada em procedimentos fundamentais que permitem a investigação, a comunicação e o debate de fatos e idéias. A ciência nos ajuda a sermos observadores e a interpretar o maravilhoso mundo que nos rodeia com mais e maior interesse.

Portanto, a ciência é o corpus de tais conhecimentos seguros e certos e o desenvolvimento da ciência consiste no interminável processo de adicionar certezas novas ao conjunto de certezas já existentes.

Segundo Alves (2004), ao produzir conhecimentos, o ser humano está fazendo ciência; ao aplicar esses conhecimentos a situações práticas da vida, está fazendo tecnologia.

A ciência, em sua evolução, desenvolve não apenas novas entidades, conceitos e representações sobre o mundo natural, mas também formas de investigação e formas de abordagens que são continuamente renovadas, em função de seus próprios interesses, dos interesses sociais e da comunidade científica.

O conhecimento científico é apresentado como algo que vai sendo acrescido a novas teorias, num contínuo somar, onde as novas teorias vão incorporando as anteriores, de forma a construir um sólido edifício.

No entanto, o conhecimento científico apresentado no ensino de ciências tem características próprias. Duas delas podem ser classificadas como centrais. São elas, a objetividade e cumulatividade.

O ensino de ciências é alvo de críticas, tanto no que se refere aos conteúdos e métodos, quanto ao papel que deve cumprir no ensino fundamental. Como decorrência de tal fato, novas propostas tem sido elaboradas pela radicalidade das transformações que ela supõe na organização e funcionamento da escola e, na postura dos educadores frente ao processo de ensino-aprendizagem, constitui uma resposta adequada aos novos desafios da atualidade.

Do ponto de vista pedagógico, o ensino de ciências se justifica como meio de promoção de mudanças nos instrumentos cognitivos que os educadores utilizam para a compreensão da realidade.

Tais mudanças não consistem numa simples substituição de certas idéias e convicções por outras supostamente mais corretas ou verdadeiras, mas antes, no aumento das possibilidades de compreensão e interação do educando com a realidade que o cerca.

Tradicionalmente, no ensino de ciências, a abordagem de um fenômeno, seja ele qual for, tem se limitado ao nível da descrição ou do conhecimento das redescobertas científicas.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais da Educação (2001), o ensino de Ciências Naturais, relativamente recente na escola fundamental, tem sido praticado baseado em diferentes propostas educacionais, que se sucedem ao longo das décadas como elaborações teóricas e que de diversas maneiras, se expressam nas salas de aula.

O objetivo fundamental do ensino de Ciências Naturais passou a ser dar condições para que o aluno possa vivenciar o que se denominava método científico, ou seja, a partir de observações, levantarem hipóteses, testá-las, rejeitá-las quando fosse o caso, trabalhando de forma a redescobrir conhecimentos teóricos, saindo assim do campo meramente teórico e livresco, tornando o ensino de ciências mais prazeroso para os alunos. Assim, enquanto elemento do universo cultural, a ciência possui uma história que não é simplesmente a história da ciência. É a própria história da evolução das diferentes organizações sociais.

A ciência, como parte integrante desta evolução, não só é influenciada pelos movimentos sociais que ocorrem na sociedade como um todo, mas também sobre eles exerce uma influência. É nesta relação dialética da ciência com a sociedade que surgem as novas teorias, baseadas em modelos que procuram explicar, interpretar e interferir nos fenômenos da natureza.

Segundo Antonio Carlos Pavão, a opção de ensinar ciências fazendo ciências torna-se uma solução para a aprendizagem. Deve-se começar valorizando e identificando o conhecimento que o aluno detém sobre o que se pretende ensinar. Assim, estabelece-se o debate sobre as relações entre o conhecimento científico, reforçando a interação da escola com as famílias e a comunidade, enfatizando temas atuais.

De acordo com Alves (2004), é possível verificar que

Ciência e Tecnologia são profundamente entremeadas e interdependentes. Às vezes, a separação entre elas não é nada clara. Elas costumam evoluir lado a lado e fica difícil dizer qual delas se deu primeiro em relação a determinado assunto. Por isso, não tentaremos fazer essa separação durante o transcorrer deste texto (...). Nesse sentido, ao produzir conhecimentos, o homem está fazendo ciências; ao ampliar esses conhecimentos a situações práticas da vida, está fazendo tecnologia. (2004, p. 21-22)

 No mundo moderno, podem ser vistos inúmeros exemplos de como a tecnologia se desenvolveu através do conhecimento científico.

Pensando com o texto Escola Ciclada em Mato Grosso (2000, p. 149), percebe-se que a atividade de ensinar ciências, pela quantidade de desafios envolvidos, torna-se uma atividade que exige um nível de profissionalização mais elevado, no sentido de que os docentes devem se sentir preparados e seguros para enfrentar os problemas complexos para os quais ainda não se tem solução e, se considerarem capazes de propor soluções originais ou de fazer escolhas mais adequadas em cada situação.

Entretanto, considerar a ciência como uma atividade humana significa compreendê-la não como um conhecimento superior ou dissociado de outros, mas, sim, integrante de um todo, cujo objetivo é a compreensão do homem e do mundo.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Encontram-se aqui reunidos os principais resultados da pesquisa bibliográfica realizada, onde aparecem algumas implicações quanto à relação professor e aluno, especialmente no que diz respeito ao contexto do ensino de Ciências Naturais em sala de aula.

Trabalha-se na escola, com diversos grupos étnicos e sociais, permitindo ainda, que fosse evidenciado o conhecimento científico à margem do saber em elaboração, como parte do processo do conhecimento crítico, efetivo e intelectual do aluno.

A tarefa da ciência é compreender o que está à volta da sociedade, buscar o conhecimento sobre o Universo e seu funcionamento. Uma busca que nunca termina, pois cada novo conhecimento gera conflitos, cada solução pode desencadear novos problemas.

Pensando assim, acredita-se que o processo de construção da ciência deve ser visto como um processo histórico, contextualizado no tempo e no espaço, indefinido e, portanto, passível de mudança.

Assim, acredita-se ainda, que o trabalho de Ciências Naturais no fazer pedagógico é de vital importância para desafiar o aluno na busca de conhecimento, explorando as peculiaridades relacionadas ao cotidiano do aluno, bem como aos avanços da ciência e da tecnologia.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, Bety Virgínia. etalli (vários autores). Ciências. Introdução às Ciências Naturais. Fascículo 01 de Ciências. Cuiabá. EdUFMT. 2004. 2. ed. rev. 108 p. il
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais./Secretaria de Educação Fundamental.  Brasília: MEC/SEF, 2001.
MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Educação. Escola Ciclada de Mato Grosso: Novos tempos e espaços para ensinar-aprender a sentir-se a fazer. Cuiabá: SEDUC. 2000
Revista de Divulgação Científica para Crianças. Educação em Ciência. Ciência Fácil. (Adap. Texto de Introdução do Guia do Livro Didático – Ciências). Ministério da Educação. FNDE. Ano 19/ nº 174. Novembro de 2006. 2. Ed. (Instituto Ciências Hoje).

 

AGRADECIMENTOS

Nossos agradecimentos são direcionados primeiramente a Deus, pois sem Ele, não teríamos conseguido.Em segundo lugar, aos nossos familiares, esposos, filhos, pais e também aos nossos amigos que estão sempre do nosso lado, apoiando e incentivando.Finalmente, um agradecimento especial ao Diretor da Escola Municipal Fernão Dias Paes, cujo apoio nos foi muito útil, uma vez que o mesmo nos apontou os caminhos a seguir.

 

Alaíde Arjona de Matos

Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia e Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica Educacional. Professora da rede municipal de Ensino.

Sônia Fernandes de Oliveira

Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia e Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica Educacional. Professora da rede municipal de Ensino.