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A educação Ambiental e a Questão do Lixo Urbano PDF Imprimir E-mail
Escrito por Auxileia Maria de Souza e Rubenilza Rodrigues Dutra   
Seg, 14 de Fevereiro de 2011 07:32

RESUMO

Este trabalho foi desenvolvido a partir do levantamento de dados teóricos, envolvendo a realização de uma pesquisa bibliográfica voltada para a questão do lixo urbano e, especificamente sobre a questão do lixo urbano, objetivando o levantamento de discussões que contribuam para uma visão integrada da realidade, desvendando a interdependência entre a dinâmica ambiental local e a planetária e, desnudando as implicações e causas do problema ambiental, possibilitando a elaboração de hipóteses e explicitações a respeito do lixo e da forma como o mesmo é tratado a nível geral e local. Considera-se que a Educação Ambiental deve contribuir significativamente para a melhoria geral da educação, devido à sua natureza de tentar implementar soluções efetivas em relação aos problemas ambientais e, consequentemente, melhorar as condições de sobrevivência das pessoas que convivem com os mesmos. Diante dos resultados obtidos, foi possível perceber que o trabalho desenvolvido pode vir a contribuir com discussões ambientais tão em voga no momento e aqui se propõe a aumentar o alcance do processo de sensibilização, o que pode vir a possibilitar a formação de cidadãos críticos, o que contribuirá ainda mais para a preservação do meio ambiente para as gerações do presente e do futuro.

 

Palavras-Chave: 1 – ambientalismo; 2 – sensibilização; 3 - cidadania

 

INTRODUÇÃO

Procurou-se aqui investigar a realidade do lixo a céu aberto, onde propomos uma interação entre professores e alunos que possa vir a contribuir para uma visão integrada da realidade, desvendando a interdependência entre a dinâmica ambiental local e a planetária, desnudando as implicações e causas do problema ambiental, possibilitando a elaboração de hipóteses e explicações sobre o lixo restrito.

Nesse sentido, a crescente produção dos centros urbanos gera inúmeros problemas ambientais que comprometem a qualidade de vida de seus habitantes. Atualmente, muitos lugares que não contam com um processo seletivo de coleta de lixo, geram uma grande quantidade de detritos, compostos principalmente de restos de comida, que misturados a materiais como embalagens, vasilhames, jornais, louças e objetos quebrados formando montanhas de lixo a céu aberto, comprometendo assim, a qualidade do solo e das águas e principalmente a vida das pessoas que as produzem.

Ao se trabalhar com tais questões, partiu-se da delimitação do tema “A Educação Ambiental e o Lixo Urbano”, sobre o qual foi realizada uma pesquisa bibliográfica, com leituras exploratórias, que mostraram-se fundamentais para a realização do presente trabalho, pois através de tais elementos pudemos analisar as questões levantadas.

Deve-se considerar o fato de que a Educação Ambiental para uma sustentabilidade eqüitativa, deve ser um processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e, para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades mais justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre si uma relação de interdependência e diversidade, porém requer responsabilidade individual e coletiva a nível local, nacional e planetária.

Assim, a Educação Ambiental deve gerar convergência, mudanças na qualidade de vida e maior consciência de conduta pessoal, assim como harmonia entre os seres humanos e destes com outras formas de vida, tentando trazer novas esperanças e vida para nosso pequeno, tumultuado, mas ainda assim, belo planeta.

 

 

REVISÃO LITERÁRIA

A questão ambiental é um conjunto de temática relativa não só à proteção da vida no planeta, mas também à melhoria da vida no meio ambiente e da qualidade de vida da humanidade.

Consiste numa técnica de colocar o aluno em contato progressivo com todos os elementos do ambiente em que vive e atua, através de passeios ecológicos para sensibilizar as pessoas a respeito de preservar a natureza.

No entanto, a questão ambiental impõe às sociedades a busca de novas formas de pensar e agir, individual e coletivamente, de novos caminhos e modelos de produção de bens, para suprir necessidades humanas e relações sociais que não perpetuem tantas desigualdades e ao mesmo tempo, que garantam a sustentabilidade ecológica. Isso implica um novo universo de valores no qual a educação tem um importante papel a desempenhar.

Segundo Sato (2003: p. 17),

 

Nós signatários, pessoas de todas as partes do mundo, comprometidos com a proteção da vida na Terra, reconhecemos o papel central da educação na formação de valores e na ação social. Nos comprometemos com o processo educativo transformador através de envolvimento pessoal, de nossas comunidades e noções para criar sociedades sustentáveis e equitativas. Assim, tentamos trazer novas esperanças e vida para nosso pequeno, tumultuado, mas ainda assim belo planeta.

 

Entretanto, na sociedade em que se convive com a supervalorização do conhecimento científico e com a crescente intervenção da tecnologia do dia-a-dia, é possível pensar na formação de um cidadão crítico à margem da compreensão do mundo e suas transformações para reconhecer o homem como parte do universo e como indivíduo, é a meta que se propõe para o ensino da área na escola fundamental.

Portanto, de qualquer forma, o termo “meio ambiente” tem sido utilizado para indicar um “espaço” com seus componentes bióticos e abióticos e suas interações em que um ser vive e se desenvolve trocando energia e interagindo como ele, sendo transformado e transformando-o no caso de ser humano, ao espaço físico e biológico soma-se o espaço sociocultural. Tudo isso é importante para garantir a qualidade de vida da população em nosso município.

Transformar o ambiente. O homem também muda sua própria visão a respeito da natureza e do meio em que vive. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (1997: p. 24),

 

A Educação Ambiental como meio indispensável para se conseguir criar e aplicar formas cada vez mais sustentáveis e de interação sociedade-natureza e soluções para os problemas ambientais. Evidentemente, a educação sozinha não é suficiente para mudar os rumos do planeta, mas certamente é condição necessária para tanto.

 

Assim, em conformidade com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, a educação ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições, com a finalidade de criar novos modos de vida, baseado em atender as necessidades básicas de todos sem distinções físicas, gênero, idade, religião, classe ou mentais.

Portanto, a educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta respeitar seus ciclos vitais e impor limites e exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.

A temática ambiental nos currículos escolares traz a necessidade de aquisição de conhecimento e informações por parte da escola para que se possa desenvolver um trabalho adequado junto dos alunos. Pela própria natureza da questão ambiental, a aquisição de informações sobre o tema é uma necessidade constante para todos.

No entanto, isso não significa dizer que os professores deverão “saber tudo” para que possam desenvolver um trabalho junto dos alunos, mas sim que deverão se dispor a aprender sobre o assunto e, mais do que isso, transmitir a seus alunos a noção de que o processo de construção e de produção do conhecimento é constante.

Segundo Oliveira & Santos (2002: p. 12), a análise do espaço construído e organizado pela sociedade, em diferentes momentos históricos, começa na escola, pois é nela que a criança inicia seu processo de entendimento da organização do que está a seu redor.  De acordo com as autoras, a construção do conceito espaço tem início com a vida. Supõe sair de si próprio para perceber o que existe além.

No entanto, cabe aos professores neste momento, aproveitar-se da vivência diária do aluno para conhecer, exercitar de forma consciente, as relações espaciais e compreender o espaço em que se vive.

Portanto, o trabalho de Educação Ambiental deve ser desenvolvido a fim de ajudar os alunos a construírem uma consciência global das questões relativas ao meio para que possam assumir posições afinadas com os valores referentes à sua proteção e melhoria. Para isso, é importante que possam atribuir significado àquilo que aprendem sobre a questão ambiental. No entanto, esse significado é resultado de ligação que o aluno estabelece entre o que aprender e a sua realidade cotidiana, da possibilidade de estabelecer ligações entre o que aprende e o que é e, também da possibilidade de utilizar o conhecimento em outras situações.

A Educação Ambiental, assim como a própria educação, ainda continua caminhando lentamente no processo de efetivar mudanças nas atitudes e comportamentos humanos em relação ao ambiente. Como diz Sato (2003: p. 22)

 

A Educação Ambiental é um processo de reconhecimento das habilidades e modificadas as atitudes em relação ao meio para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A Educação Ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida.

 

De acordo com Sato, a Educação Ambiental oferece instrumentos para que o aluno possa compreender problemas que afetam a sua vida, a de sua comunidade, a de seu país e a do planeta. Nesse sentido, as situações de ensino devem se organizar de forma a proporcionar oportunidades para que o aluno possa utilizar o conhecimento sobre o meio ambiente para compreender a sua realidade e atuar sobre ele.

Portanto, os conteúdos de Meio Ambiente deverão ser integrados ao currículo através da transversalidade, que poderão ser trabalhados nas diversas áreas do conhecimento, de modo a impregnar toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, criar uma visão global e abrangente da questão ambiental.

O trabalho com o tema meio ambiente no projeto educativo tem uma visão ampla que envolve não só elementos naturais do meio ambiente, mas também os elementos construídos e todos os aspectos sociais envolvidos na questão ambiental. No entanto, dentro dessa visão, o homem é um elemento a mais que porém, tem extraordinária capacidade de atuar sobre o meio e modificá-lo, o que pode, às vezes, voltar-se contra ele próprio.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (1997: p. 73), quando se fala em meio ambiente, a tendência é pensar nos inúmeros problemas que o mundo atual enfrenta com relação à questão ambiental. Lixo, poluição, desmatamento, espécies em extinção e testes nucleares são, dentre outros, exemplos de situações lembradas. Isso se deve, principalmente, ao fato de a mídia veicular uma grande quantidade de informações sobre os problemas ambientais. E também o fato de todo o movimento ecológico ter-se articulado em função desses e de outros problemas ambientais, leva à identificação de “meio ambiente” com problema ambiental.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, ao falar em meio ambiente, está-se falando das inúmeras vantagens e das desvantagens ocorridas no tempo e no espaço. Portanto, em relação à mídia, a mesma mostra um trabalho muito importante que é o de alertar, de mostrar sobre esta questão ambiental. Entretanto, a mesma muitas vezes acaba deturpando este fato, ou seja, mostrando algo que não é da realidade, causando certo impacto neste tema que é a causa da destruição do meio ambiente, ou seja, da natureza.

No entanto, para que se possa compreender a gravidade desses problemas e vir a se desenvolver valores e atitudes de respeito ao meio ambiente, é necessário que, antes de tudo, se saibam quais as qualidades desse ambiente, dessa natureza que se quer defender, por que as pessoas protegem aquilo que amam e valorizam.

De acordo com o grupo, por serem todos educadores e se preocuparem com o meio ambiente no projeto educativo, oferece-se ao educando ferramentas que permitam dominar a vida e compreender o mundo através da reciclagem. Assim, dessa forma, estarão contribuindo para a preservação do meio ambiente, para o presente e para as futuras gerações.

Os educadores podem criar novas metodologias, por exemplo, Gincana de Reciclagem. Porém, é preciso deixar bem claro para os alunos que o lixo não existe. O que se chama de lixo é só matéria-prima fora do lugar.

Segundo Sato (2003: p. 55), “A Educação Ambiental contribui significativamente para a melhoria geral da educação devido à sua natureza de tentar implementar soluções efetivas em relação aos problemas ambientais e, consequentemente, melhorar as condições de sobrevivência.”

De acordo com Sato, então, a Educação Ambiental implica tratar questões complexas, como comportamento humano, práticas agrícolas, desenvolvimento industrial, distribuição injusta das riquezas. No entanto, a Educação Ambiental não pode limitar-se a ensinar os fatos sobre a natureza, mas discutir interesses de diferentes grupos sociais nos problemas ambientais. Porém, além de amar a natureza e conhecer como ela é, é necessário participar dos destinos da sociedade em que se vive. Portanto, o lema principal da Educação Ambiental deve ser “Pensar globalmente e agir localmente”.

No entanto, para atender às necessidades atuais, a humanidade está usando sua capacidade de modo a tornar o ambiente insustentável para as gerações futuras.

De acordo com a pesquisa realizada, foi possível perceber que o lixo a céu aberto pode causar vários danos à saúde, como por exemplo, doenças transmitidas por vírus, bactérias e protozoários que vivem hospedados em animais vetores que costumam viver e se proliferar nesse tipo de ambiente.

Já para o meio ambiente, o chorume produzido pela decomposição do lixo pela ação dos microorganismos é altamente poluente aos lençóis subterrâneos, além dos gases liberados que também poluem a atmosfera.

Entretanto, o lixo mal-acondicionado provoca doenças respiratórias, verminoses, acúmulo de gases tóxicos que funcionam como atrativos para mosquitos, moscas (azuis), que além de transmissores de doenças, atacam casas, especialmente cozinhas, além da interferência no ambiente, pois o lixo acumulado interfere na paisagem, afetando a flora e a fauna da nossa cidade.

De acordo com o almanaque do ALUÁ (2006),

 

Os seres humanos produzem milhões de toneladas de resíduos todos os anos. No Brasil, geramos cerca de 150.000 toneladas de resíduos urbanos todos os dias. Infelizmente, mais de 70% destes resíduos são lançados, sem nenhum tipo de cuidado, no meio ambiente, nos chamados “lixões”, poluindo as águas, o ar, o solo e prejudicando a saúde.

 

No entanto, o lixo está trazendo muitas epidemias em regiões urbanas. Portanto, é necessário que se encontre alternativas mais viáveis para tratar o lixo nas pequenas cidades, tais como programas de recolhimento de lixo, além de projetos com o lixo reciclável e assim, trazendo mais oportunidades de emprego para a população e favorecendo melhorias na saúde pública. Essas iniciativas proporcionariam aos cidadãos um conhecimento mais amplo no que diz respeito ao impacto ambiental e a importância do lixo como fonte de renda.

Entretanto, as atividades do homem em sociedade produzem resíduos de diferentes tipos, denominados genericamente de lixo. Porém, o aumento da população e o crescimento das atividades industriais são os principais fatores responsáveis pela origem e produção desses resíduos.

Segundo Lima, em texto adaptado da Internet (2002),

 

O lixo pode ser classificado quanto ao seu estado físico, sólido, líquido, gasoso e quanto à sua origem (residencial, comercial, industrial, hospitalar, espacial, ...). A composição do lixo determina suas características. E a característica do lixo determina a coleta necessária, o tratamento adequado e o armazenamento correto.

 

De acordo com essa perspectiva, tudo isso pode mudar, com ajuda de cada um, jogando seu lixo no lugar certo, para que no futuro os filhos da atual geração encontrem um mundo melhor, sem poluição e sem quaisquer outros tipos de tragédias por causa da poluição.

A poluição atmosférica causada pela queima do lixo a céu aberto e a contaminação de águas subterrâneas por substâncias químicas presentes na massa de resíduos são exemplos típicos da ação nociva que o lixo exerce sobre a saúde das pessoas e o meio ambiente. A Educação Ambiental deve facilitar a cooperação mútua e equitativa nos processos de decisão, em todos os níveis e etapas.

Comumente ainda se associam aos lixões, fatos altamente indesejáveis, como a criação e pastagem de animais e a existência de catadores (os quais, muitas vezes, residem no próprio local).

Porém, a concepção de aterro sanitário está relacionada ao tratamento dos resíduos sólidos. O lixo é condicionado em solo, compactado em camadas sucessivas e coberto por material inerte. Também é realizada a drenagem de gases e percolados.

Já a compostagem dos resíduos orgânicos é um dos métodos mais antigos de reciclagem. É um método natural, onde os materiais geralmente considerados como “lixo orgânico”, onde se pode aproveitar restos de alimentos, aparas e podas de jardins, folhas, etc., que são transformados em um material umidificado que pode ser utilizado em hortas e jardins.

Há ainda a incineração, que é uma forma de tratamento de resíduos onde os materiais são queimados em alta temperatura (acima de 900°C), em mistura com uma determinada quantidade de ar e um período predeterminado, com o objetivo de transformá-los em material inerte, diminuindo simultaneamente o seu peso e volume.

No entanto, é um processo através do qual, materiais que se tornariam lixo são desviados para serem utilizados como matéria-prima, lembrando que um dos pressupostos básicos da reciclagem é a coleta seletiva de lixo.

No entanto, a Educação Ambiental deve estimular e potencializar o poder das diversas populações a promover o tratamento e a disposição do lixo, dando oportunidades para as mudanças democráticas de base que os setores populares da sociedade. Isso implica que os indivíduos deverão conscientizar-se da realidade que os cerca.

Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil (1998; Artigo 225), “Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se o poder público e à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações.”

Portanto, a Educação Ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Porém, aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente, como população, saúde, paz, direitos humanos, democracia, degradação da flora e da fauna, devem ser abordados. A Educação Ambiental e a Cidadania estão inseridas no cotidiano de cada indivíduo, no tempo e no espaço.

Porém todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à uma vida saudável, impondo-se ao poder público e à coletividade e, o dever de defendê-lo e preservá-lo para as futuras e presentes gerações.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (1997: p. 29), “A principal função da Educação Ambiental é formar cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global.”

Ainda de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, a percepção espacial de cada indivíduo ou sociedade é também marcada por laços efetivos e referenciais socioculturais. No entanto, essa perspectiva, a historicidade enfoca o homem como sujeito construtor do espaço geográfico, em homem social e cultural, situado para além e através da perspectiva econômica e política, que imprime seus valores no processo de construção de seu espaço.

No entanto, para isso, é necessário que mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com o ensino e a aprendizagem de habilidades e procedimentos. E, esse é um grande desafio para a educação. Comportando “ambientalmente corretos”, serão aprendidos na prática do dia-a-dia na escola. Portanto, há outros componentes que vêm se juntar à escola nessa tarefa: a sociedade é responsável pelo processo como um todo, mas os padrões de comportamento da família e as informações veiculadas pela mídia exercem especial influência sobre as crianças.

Analisando a questão da Educação Ambiental e Cidadania, proposta por Moreira (2005: p. 108), aparece a mídia como um meio de comunicação mais importante da tecnologia da sociedade moderna, pois,

 

A evolução nos processos de comunicação, proporcionada pelo desenvolvimento tecnológico, é um dos fatores responsáveis por uma nova etapa no relacionamento do homem com o meio ambiente. Nos últimos anos o planeta saiu da esfera do conhecimento local e regional, saltando para uma dimensão global: interligado pelas redes de comunicação e com o auxílio dos satélites computadorizados, qualquer ponto da terra pode ser visualizado e  pesquisado em qualquer momento, obtendo-se os mais diversos acontecimentos que envolvem o homem, a sociedade e a natureza.

 

Assim, de acordo com Moreira, é importante que o professor trabalhe com o objetivo de desenvolver nos alunos, uma postura crítica diante da realidade, de informações e valores veiculados pela mídia e daqueles trazidos de casa. Para tanto, o professor precisa conhecer o assunto e, em geral, buscar junto com seus alunos mais informações em publicações ou com especialistas.

Entretanto, deve-se propor à escola, aproveitar os avanços tecnológicos na Educação Ambiental e ainda pensar na formação do cidadão em relação ao meio ambiente, que faz parte da vida, e pode ser aprendida de forma desafiante e divertida. Porém, nessa perspectiva da cidadania coloca-se imediatamente a questão da formação dos educadores e de sua condição de cidadãos.

No entanto, tratar a questão ambiental abrange toda a complexidade da ação humana. Atualmente, grande parte dos ambientalistas concorda com a necessidade de se construir uma sociedade mais sustentável e socialmente justa. Isso significa que defender o meio ambiente, hoje, é preocupar-se com a melhoria das condições econômicas, com relação a isso se deve considerar que a realidade funciona de um modo sistêmico em que todos os fatores se integram, o ambiente humano deve ser compreendido com todos os seus inúmeros problemas. Porém, todo cidadão tem direito a viver num ambiente saudável e agradável, respirar ar bom, beber água pura, passear em lugares com paisagem. Defender esses direitos é um dever de cidadania, e não uma questão de privilégios.

Portanto, o ensino sobre o meio ambiente deve contribuir principalmente para o exercício da cidadania, estimulando-se a ação transformadora, além de buscar aprofundar os conhecimentos sobre as questões ambientais de melhores tecnologias, estimularem mudanças de comportamentos e a construção de novos valores éticos, menos antropocêntricos. A Educação Ambiental é fundamentalmente uma pedagogia de ação. No entanto, não basta se tornar mais consciente dos problemas ambientais sem se tornar também mais ativo, crítico, participativo. Assim, em outras palavras, o comportamento dos cidadãos em relação ao seu meio ambiente é indissociável do exercício da cidadania.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Encontram-se aqui reunidos os principais resultados da pesquisa que foi realizada e, que apresentam algumas implicações quanto a relação professor e aluno, especialmente no que diz respeito ao lixo urbano. Considerando que a Educação Ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente tais como população, saúde, paz e direitos humanos, deve-se buscar a sensibilização dos alunos para tais problemáticas e, o seu envolvimento no sentido de buscar desenvolver ações, ainda que pequenas, no sentido de tentar envolver também seus pais e as pessoas que os cercam na tentativa de minimizar o problema.

Nenhuma pesquisa deve ser conclusiva, no entanto, todo projeto de investigação ambiental, quando possível, deve buscar uma interação entre as diversas dimensões inerentes à questão ambiental, viabilizando inclusive uma estratégia para a construção e orientação dos processos em Educação Ambiental na investigação ecológica básica. Pensar em Educação Ambiental hoje é pensar em um processo de reconhecimento em um processo de reconhecimento de valores e clarificação de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos e a natureza.

Não é possível esquecer do fato de que todas as pessoas encontram-se inseridos em uma historia, ou seja, fazem parte de um conjunto de experiências e, essas experiências devem estar presente no cotidiano da sala de aula Assim, ao ser pensado o processo ensino-aprendizagem, não pode ser esquecido o fato de que se está o tempo todo visando uma aprendizagem significativa e com base nas novas idéias de tempo, de espaço, de lugar e, deve-se ter sempre como objetivo a tentativa de buscar soluções para os problemas, principalmente quando se trata com o meio em que vive o aluno. O encerramento da atual pesquisa, deixa a certeza de que os trabalhos sobre o “lixo” são de vital importância, por que assim, os alunos estarão desempenhando o seu conhecimento crítico e a habilidade de aproveitamento e reciclagem do lixo e a preservação do meio ambiente.

 

 

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

 

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BARROS, Carlos e, PAULINO, Wilson Roberto. Ciência: o meio ambiente: 5ª série. – São Paulo: Ática, 2002.

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DARIN, Áurea. Geografia. 2ª série. São Paulo – SP: IBEP, 2001. 144 p. (Coleção Vitória-Régia)

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MARANHÃO, Ricardo e, ANTUNES, Maria Fernanda. Trabalho e Civilização: do Ocidente ao Oriente: do século V ao século XVII, volume 2; ensino fundamental, 1. Ed. – São Paulo: Moderna, 1999

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SOUZA, Maurício de. Capitão Feio (ou limpo)?. In: Almanaque do Cascão. nº. 7. Ed. Globo. Reedição das Melhores Historias do Cascão. pp. 4-10

 

 

AGRADECIMENTOS

Considerando todos os obstáculos que superamos no decorrer da realização do presente trabalho de pesquisa bibliográfica, agradecemos todo o amparo, apoio e incentivo recebidos:

De Deus, da família, dos colegas, dos professores e, do orientador do curso, que com suas palavras nos convenceu a entrar no curso e a desafiarmos nossos limites.

 

Auxileia Maria de Souza1

Rubenilza Rodrigues Dutra2

Profº José Olímpio dos Santos3

Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional1

Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional2

Professor Doutorando e Coordenador do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Psicopedagogia Clínica  e Educacional3

1,2,3 Impactos - Instituto Matogrossense de Pós Graduação e Serviços Educacionais Ltda, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Última atualização em Seg, 14 de Fevereiro de 2011 07:56