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Dificuldades de Aprendizagem na Leitura nas Séries Iniciais da Escola Municipal Bororó PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alcilene Campos Gamas Costa e Zilma Maria dos Santos Mamedes   
Sex, 17 de Dezembro de 2010 17:15

RESUMO

Com esta pesquisa buscamos compreender e entender as questões ligadas às dificuldades de aprendizagem no processo de alfabetização. Objetivou-se com esta pesquisa, possibilitar aos professores da Escola Municipal Simão Bororó de Salto do Céu – MT. Uma discussão sobre as dificuldades da leitura dos alunos das séries iniciais, na qual os mesmos procuram saná-los. Para desenvolver este trabalho usamos a investigação e pesquisas bibliográficas como princípio de nossa pesquisa. Por isso, esta pesquisa busca compreender as questões ligadas as dificuldades da aprendizagem na leitura, e acima de tudo como ela vem sendo conduzida na Escola Municipal Simão Bororó. De acordo com Nadia Bossa, 1997, Além do baixo rendimento, elementos como a própria postura do aluno em classe a forma como ele lê e até mesmo o tipo de erros que comete podem revelar aspectos importantes sobre as causas da dificuldade de aprendizagem. É o professor que deve saber quais os requisitos necessários para o aprendizado de um determinado conteúdo. De acordo com Eugênia Coelho Paredes, no fascículo de Psicologia 3, as causas de dificuldade na leitura são variadas e poder vir de questões emocionais, como por exemplo uma separação dramática dos pais, um caso de luto na família ou mesmo o nascimento de um irmão. Essas situações sugam a energia da criança e impedem que ela concentre seu foco em qualquer outra coisa. A concepção de linguagem considera que a leitura é uma atividade humana, uma ação produtora de sentidos. Percebemos que a pesquisa teve resultado satisfatório, os professores refletiram e perceberam que para sanar as dificuldades do educando, é preciso desenvolver a leitura com diversidade de texto. Para que o educando faça uma leitura reflexiva, contextualizada e faça com que o mesmo, perceba que o ato de ler vai muito além da pronúncia de palavras e frases, os educadores afirmam que é preciso desenvolver projeto de leitura não só na sala, mas um projeto que alcance toda comunidade escolar, se possível toda sociedade, finalmente formaremos educando leitores.


Palavras-Chave: Dificuldade. Leitura. Compreensão.

 

INTRODUÇÃO

As dificuldades que os professores enfrentam no cotidiano, com os alunos da Escola Municipal Simão Bororó do município de Salto do Céu – MT, em relação à leitura, têm sido freqüentemente nas aulas, onde os professores tentam resgatar o desenvolvimento do aluno para que o mesmo possa ter uma boa aprendizagem, e recuperar sua auto-estima.

Esta pesquisa busca compreender e entender as questões ligadas às dificuldades de aprendizagem na leitura, e verificar o que fazer para sanar essas dificuldades.

No entanto, foi realizado um levantamento bibliográfico através de leituras e seleções de textos, com formulação de um questionário aberto, contendo quatro questões, sendo analisado o trabalho de três professores da 2ª Fase do I Ciclo.

Portanto, no decorrer da pesquisa observamos que a questão da dificuldade de aprendizagem na leitura, tem sido uma questão bastante discutida pelos que se preocupam com a nossa educação. Sobretudo, com os problemas relativos a dificuldade de aprendizagem na leitura.

A compreensão da leitura, e de suas funções e usos são indispensáveis ao processo de alfabetização, mas o que se vê comumente, nas salas de aula e nos livros didáticos, é um total desconhecimento do assunto.

Por isso, o professor deve estar atento, com sua consciência centrada, que o educando entra na escola para ser alfabetizado. O educador deve utilizar os materiais adequados, para que o aluno não encontre dificuldades de aprendizagem na leitura, afinal a leitura é a base da realização do objetivo do educando.

O processo de alfabetização inclui muitos fatores, e quanto mais ciente estiver o educador de como se dá o processo de aquisição de conhecimento, de como o aluno se situa em termos de desenvolvimento emocional, de como vem evoluindo o seu processo de interação social, da natureza da realidade lingüística, envolvida no momento em que está acontecendo a alfabetização, será satisfatório para o educador.

A alfabetização é, sem dúvida, o momento mais importante na formação escolar de um educando, por isso nós professores devemos ser agentes transformadores, e mediadores na aquisição de conhecimento.

 

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Segundo Joana Maria di Rodrigues Santo Psicopedagoga “a criança com dificuldade de aprendizagem na leitura, durante muito tempo, foi encaminhada ao medico, cujo diagnóstico isolado, ansiosamente aguardado pela família e pela escola, iria confirmar ou negar a sua normalidade.”

Num passado ainda próximo, nos casos detectados, geralmente a criança era encaminhada para classes ou escolas especiais que ofereciam um ensino diferenciado. Com isso, acabava por tornar-se estigmatizada e fazer parte de um segmento social marginalizado, onde as oportunidades de ampliação de suas potencialidades eram reduzidíssimas. Apenas com a chancela do médico, na maioria das vezes, a criança com dificuldade de aprendizagem passava a ser considerada, por muitas pessoas, como um ser incapaz de produzir conhecimento.

Mesmo hoje, não podemos ignorar que, diante de qualquer desvio do padrão de comportamento, principalmente na escola, a primeira hipótese de explicação ainda faz referência a um possível problema mental.

Como sujeito dotado tão somente de cabeça, desprovido de corpo, emoção e sentimento, a criança distante dos padrões de competência foi, até há bem pouco tempo, vítima de um julgamento equivocado e parcial.  Entretanto, esse procedimento se modificou somente há poucas décadas, em decorrência, principalmente, dos avanços nas pesquisas neurológicas comprovando a plasticidade do cérebro que, mesmo lesado, tem condições de reconstituir-se e garantir seu funcionamento, bem como da Psicologia, em especial a Psicanálise, cuja contribuição está sendo significativa no sentido de colaborar para que a criança seja também considerada como dotada de sentimentos, que desde a vida intra-uterina influenciam o seu comportamento. A Pedagogia, igualmente, acabou por repensar a sua prática, investigando mais profundamente a relação ensino-aprendizagem. E todos esses profissionais, atuando integradamente, deram um impulso à questão.

Há que se destacar que, com o surgimento e contribuições da Psicopedagogia, todos os conceitos envolvidos no aprender estão sendo reconsiderados. Por aprendizagem, por exemplo, estendeu-se o conceito para além do conhecimento formal, acadêmico. Qualquer sujeito, independente do seu comprometimento corporal, orgânico, cultural ou psicológico se relaciona e elabora aprendizagem, pois é um ser social, que estabelece relações vinculares durante toda a sua existência. A prática psicopedagógica mais moderna nos tem mostrado que, mesmo na “ignorância”, a criança assim persiste certamente por elaborar mecanismos inteligentes de defesa ou de manutenção de uma dinâmica grupal na qual se encontra inseridas.

Nos dias de hoje, fica cada vez mais evidente que se faz necessário considerar o aspecto orgânico como importante na avaliação do problema de aprendizagem, no entanto é, também, indispensável que os aspectos cognitivos e afetivos sejam ponderados na elaboração do diagnostico, como também no tratamento indicado.
Além desses fatores, não se pode deixar de levar em conta os níveis econômicos e culturais em que o grupo familiar da criança se encontra, bem como o tipo de escola que freqüenta, uma vez que, se forem bem entendidas e encaminhadas as dificuldades de aprendizagem, as crianças/alunos podem ter assegurado uma relação mais harmônica, coerente e saudável com o conhecimento.

É indispensável registrar que equipes multidisciplinares, compostas por médicos, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, professores e demais profissionais envolvidos, cada vez mais, se colocam a serviço dos casos de problemas de aprendizagem, colaborando para que as crianças encaminhadas possam desfrutar plenamente sua cidadania.

De acordo com Julia Trevisan, as dificuldades de aprendizagem na leitura, a falta de concentração durante as aulas, desinteresse por qualquer assunto ligado a escola, traz sérias conseqüências na vida de um aluno. Quem tem filhos na idade pré-escolar sente arrepios, só de pensar que a criança possa enfrentar algum tipo de dificuldade que retarde ou comprometa seu processo de aprendizagem, e para que isso não aconteça a melhor receita é uma parceria firme entre a escola e a família.
O primeiro relato da dificuldade na leitura costuma e deve vir justamente da escola, apesar de alguns pais mais atentos conseguirem perceber que seu filho não está bem ou rendendo tudo o que poderia. “A escola deve estar apta a fazer esse diagnóstico, por meio de conhecimentos específicos, como por exemplo, identificar problemas no desenvolvimento psicomotor que pode prejudicar o processo de alfabetização do aluno”. Acredita Nádia Bossa, psicopedagoga que estuda o assunto há 02 anos e é autora de diversos livros, entre eles “Fracasso escolar: um olhar Psicopedagógico”.  Além do baixo rendimento, elementos como a própria postura do aluno em classe a forma como ele lê e até mesmo o tipo de erros que comete podem revelar aspectos importantes sobre as causas da dificuldade de aprendizagem. É o professor que deve saber quais os requisitos necessários para o aprendizado de um determinado conteúdo.

A dificuldade de aprendizagem na leitura é um problema gravíssimo, mais podem ser solucionados juntamente com os, pais, professores, corpo docente da escola, devem ser trocadas informações a respeito do aluno com a dificuldade de aprendizagem, porque a não alfabetização pode ser um sintoma de que algo com o aluno não esta bem. De acordo com Eugênia Coelho Paredes, no fascículo de Psicologia 3, as causas de dificuldade na leitura são variadas e poder vir de questões emocionais, como por exemplo uma separação dramática dos pais, um caso de luto na família ou mesmo o nascimento de um irmão. Essas situações sugam a energia da criança e impedem que ela concentre seu foco em qualquer outra coisa. “Ela fica preocupada com o assunto ou fantasiando para não entrar em contato com a realidade. E o conteúdo escolar é a realidade”. Acontecimentos novos como os citados podem gerar ansiedade e conseqüentemente muita agitação, o que muitas vezes é até confundido com hiperatividade.

“Às vezes, o problema é mais sutil, com a falta de tempo e de organização do pai e da mãe. Trabalhar demais e deixar de lado questões, como a escolha de um bom local para a criança fazer sua lição de casa, impor horários, estabelecer limites e dizer não para certas coisas pode atrapalhar”.

Entre os distúrbios orgânicos estão os problemas de maturação do sistema nervoso central, de ansiedade exagerada e decorrente de efeitos de certos medicamentos que interferem no animo ou causam problemas de memória ou concentração. Existem ainda as dificuldades especificas em determinadas áreas, com a dislexia (troca das letras na leitura e na escrita).

A falta de motivação também é capaz de prejudicar a aprendizagem e pode ter sua origem na relação da própria família com os estudos. A ligação da escola com castigos ou a algum tipo de pressão e mesmo a falta de importância dada pelos pais do conhecimento em si são fortes desencorajadores do aluno.
“Outro fator é a própria concepção de aprendizagem, que é o processo que nos torna humanos”. Aprendemos a andar, a ser membro da cultura em que vivemos e aprendemos também os conceitos científicos apresentados na escola.

O aluno com dificuldade na aprendizagem na leitura precisa ser ajudado. Providencia como a troca de professores, aula de reforço e grupos de apoio que ajudem a criança podem ser necessários. “A recomendação é a escola se adapte ao aluno e que haja uma parceria e flexibilidade para rever posturas e metodologias. É interessante que as escolas tenham em seu quadro, psicólogas e psicopedagogas. Para que esses alunos passem por uma fisioterapia cerebral”. Um trabalho que exercita as funções cognitivas ativando o sistema nervoso, a troca de escola deve ser considerada em alguns casos.

Devido a dificuldade de aprendizagem na leitura, os pais precisam mostrar interesse para que seu filho recupere sua alto-estima, as vezes pequenos detalhes fazem uma grande diferença.

Muitos alunos com a dificuldade de aprendizagem na leitura não concluem a escolaridade obrigatória, contribuindo grandemente para o insucesso escolar existente no país. A maioria desses alunos com a dificuldade de leitura não retém um emprego após ter concluído a escolaridade obrigatória.

A dificuldade de aprendizagem no aluno pode considerar inapta, não alcançando resultados proporcionais aos níveis de idade e capacidade numa ou mais áreas especificas quando lhe são proporcionadas experiências de aprendizagem adequadas e esses mesmos níveis.

De acordo com Luiz de Miranda Correia (1983), a identificação dos problemas de dificuldade de aprendizagem na leitura deve ser feita o mais precocemente possível, contribuindo para este fato uma observação cuidada dos comportamentos da criança. Assim os profissionais especialmente os educadores e os pais devem estar atentos a um conjunto de sinais, que a criança exiba, continua e freqüentemente, uma vez que não existem indicadores isolados para a identificação da dificuldade de aprendizagem de leitura.

O aluno com a dificuldade de aprendizagem na leitura tem sentimentos de frustração, inferioridade e agressividade diante do fracasso escolar podem resultar também em problemas comportamentais. Elas têm um autoconceito negativo.

Para entender um problema de dificuldade de aprendizagem na leitura, é preciso saber o que é aprendizagem, ela é um processo complexo que se realiza no interior do individuo e se manifesta em uma mudança de comportamento.

Para que o aluno tenha um bom desempenho na leitura ele precisa de equilíbrio entre o desenvolvimento das operações da leitura, decodificação e compreensão, interagindo com os estágios de desenvolvimento do pensamento e da linguagem.

Quando professores e educadores têm uma reflexão psicopedagógica é mais fácil analisar o porque do seu aluno não aprender e quais os fatores que levam o aluno a ter dificuldades no processo de aprendizagem na leitura.  O educador enquanto mediador do processo ensino-aprendizagem, bem com, protagonista na resolução e estudo das dificuldades de aprendizagem deve obter orientações especificas para que desenvolva um trabalho consciente e que promova o sucesso de todos os envolvidos no processo.

As dificuldades de aprendizagem na leitura do aluno devem ser levadas em conta, não como fracasso, mais com desafios e serem enfrentados, e ao se trabalhar essas dificuldades existentes na vida, dando oportunidades ao aluno de ser independente e de reconstruir-se enquanto ser humano e indivíduo.

Segundo Paulo Freire (2003), o espaço pedagógico é um texto para ser constantemente “lido”, interpretado, “escrito” e “reescrito” pressupondo também a dificuldade de aprendizagem na leitura.

O aluno com dificuldade de aprendizagem na leitura, muitas vezes não resolve problemas matemáticos, não porque não compreende, mas porque não sabe ler o enunciado do problema. Ele sabe somar, dividir, mas não sabe ler.

Ler é uma atividade extremamente complexa e envolve problemas não só semânticos, culturais, ideológicos, filosóficos, mais até fonéticos. Sendo assim, tudo que ensina na escola está diretamente ligado à leitura e depende dela para se manter e desenvolver. A leitura é a realização do objetivo da escrita, é, pois uma decifração e uma decodificação. A dificuldade de aprendizagem na leitura pode ser o poder sócio-econômico do aluno, não conseguindo uma aprendizagem adquirida.
No entanto, estando atento da consciência do leitor, em seu trajeto de encontrar ou compreender o sistema de revê-lo determinado ou estabelecido no interior do texto. A leitura deve ser geradora de novas experiências para o individuo. Porém, o ato de ler sempre pressupõe um enriquecimento do leitor, através do desvelamento de novas possibilidades de existência.

Assim, a leitura deve ser colocada com um instrumento de participação e renovação cultural. Na escola as crianças nunca chegam num estado de ignorância, mas podem chegar analfabetos. Eles talvez não saiam analfabetos, mas podem sair ignorantes. E para que o educador possa ter um bom desempenho com seus alunos para incentivar a leitura é preciso que na sala de aula haja um canto ou área de leitura onde encontrem não só livros bem editados e bem ilustrados, mas que contem jornais, revistas, dicionários, folhetos, embalagens, e rótulos comerciais, receitas, embalagens de medicamentos são indispensáveis para se formar bons leitores.

De acordo com Profº João Beauclair (2004), não podemos tratar as dificuldades de aprendizagem na leitura como se fossem problemas insolúveis, mas antes disso, como desafios que fazem parte do próprio processo da aprendizagem, a qual pode ser normal ou não – normal, e que é preciso reconhecer que o que sabemos acerca do novo é, em grande medida, o que sabemos acerca de nos mesmos. E um conhecimento que todos nós precisamos ter é que somos seres incompletos, faltas de muitas coisas e, portanto, cheios de necessidades. E isso é essencial para que possamos pensar a educação com algo para também atender as necessidades dos nossos alunos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após concluirmos o nosso trabalho compreendemos que ler é uma atividade complexa, pessoal, subjetiva e que depende de um conjunto de atitudes internas, cognitiva e mentais para o seu desenvolvimento do educando.

O aluno com dificuldade na leitura tem sentimento de frustração, inferioridade e a agressividade diante do fracasso escolar podem resultar também em problemas comportamentais como um alto conceito negativo.+

A leitura com toda sua variedade descortinam um mundo novo às crianças. Considerando que a mesma, é uma ação produtora de sentido. Ao estimular o hábito de ler, interpretar e escrever estamos ajudando os educandos a se tornar bons leitores do mundo, ativos críticos e criativos, e com certeza cidadãos mais conscientes.

A leitura não deve ser condicionada apenas ao ambiente escolar deve-se ler para se informar e manter-se informado. Faz-se necessário que nós, educadores possamos trabalhar com o aluno uma prática em que haja interação entre texto e leitor. Só assim o aluno terá acesso a escrita com autonomia e criticidade.

Assim a leitura deve ser colocada como instrumento de participação e renovação cultural.

A concepção de linguagem considera que a leitura é uma atividade humana, uma ação produtora de sentidos. Nesse sentido a grande preocupação está em redimensionar a concepção escolar de leitura. Para alterar este quadro preconiza-se que o educador procure levar para a sala de aula os diferentes textos que circulam na vida real.

“Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significação conseguir relaciona-lo a todos os outros textos significativos para cada um reconhecer nele o tipo de leitura que seu autor pretende e, dona da própria vontade, entregar-se a esta leitura ou rebelar-se contra ela, propondo outra não prevista”. (Marisa Lajolo)

Estes textos representam acontecimentos vivos e permitem que os sujeitos se identifiquem, relacionado-os à vista cotidiana. Concorda-se que não basta ao educador ensinar um saber, mas é preciso que esse saber atenda as novas exigências sociais culturais e tecnológicas. Ensinar a ler é aprender a ler, para atender a dinâmica da sociedade e para compreender a diversidade de funções que a escrita hoje requer. É, portanto, condição para o processo de construção do conhecimento e para apropriação dos bens culturais.

De acordo com a pesquisa realizada entre os professores alfabetizadores a maior dificuldade apresentada em relação a leitura estão relacionados a falta de compreensão e interpretação do texto, associando ainda ao medo de errar e as críticas recebidas dos alunos com falta de leituras fluentes.

Os professores acreditam que a escola tem trabalhado a leitura de forma fragmentada tendo vem vista que a escola não possui uma biblioteca em seu espaço físico, nem conta com nenhum projeto de leitura para que a mesma seja prazerosa e informativa.

Os educadores afirmam que tem tentado melhorar o seu desempenho em relação aos seus trabalhos com leitura, baseando-se nos pressupostos teóricos que estão nos Parâmetros Curriculares Nacionais e em outros teóricos que tem focalizado esse assunto. A reação dos mesmos diante da dificuldade dos alunos é procurar fazer uma auto-avaliação redirecionando suas estratégias de trabalho.

O primeiro passo para sanar as dificuldades na leitura dos alunos é trazer sempre textos pequenos e diversificados, pois os textos grandes são desestimulantes e dificulta a compreensão do educando.

Para sanar as dificuldades de leitura dos educandos, os educadores afirmam que uma das questões básicas é desenvolver a leitura com diversidade de texto para que ajude o educando a fazer uma leitura reflexiva contextualizada que faça com que o mesmo perceba que o ato de ler vai muito além da pronúncia de palavras e frases, desenvolver projeto de leitura não só na sala de aula, mas um projeto que alcance toda comunidade escolar, se possível toda sociedade, finalmente formaremos educandos leitores.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEAUCLAIR, João. O que é Psicopedagogia? Rio de Janeiro, 2004, disponível em: http://psicopefagogia.com.br/entrevistas/entrevistas.asp?entrID=98
CORREIA, L.M. Escala de Comportamento Escolar. Porto: Porto Editora, 1983.
CORREIA, L.M. Dificuldades de Aprendizagem: Contributos para Clarificação e Unificação de Conceitos. Braga: Associação dos Psicólogos Portugueses, 1991.
CORREIA, L.M. Alunos com NEE nas Classes Regulares. Porto: Porto Editora, 1997.
CORREIA, L.M.; MARTINS, A.P.; Dificuldades de Aprendizagem: Que são? Como entendê-las?. Rio de Janeiro, 2005.
FERREIRO, Emília. Com todas as letras. 4. ed – São Paulo: Cortez 1993.
FREIRE. P. Pedagogia de Autonomia, 27 ed, São Paulo: Paz e Terra, 2003.
FREIRE. P. Professora sim, tia não: Cartas a quem ousa ensinar. 2 ed. São Paulo: Olho d’ água, 1993.
PAREDES, Eugenia Coelho. Org. Fascículo III. Psicologia da Aprendizagem. Cuiabá. EdUFMT, dado.
PAREDES, Eugenia Coelho. E TANUS, Maria Ignez Jofre. II Psicologia, fundamentos da Teoria Piagetiana.

 

 

Alcilene Campos Gamas Costa - Discente do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Psicopedagogia Clínica e Educacional
Zilma Maria dos Santos Mamedes - Discente do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Psicopedagogia Clínica e Educacional


José Olímpio dos Santos - Prof. Doutorando, Orientador e Coordenador

Última atualização em Sex, 17 de Dezembro de 2010 17:26