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Leitura Não-Verbal no Fazer Pedagógico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alaíde Arjona de Matos e Sônia Fernandes de Oliveira   
Sex, 17 de Dezembro de 2010 16:23

RESUMO

Este texto visa analisar a leitura não-verbal no cotidiano escolar, compreendendo situações e formas de expressão não-verbal que chegam aos alunos antes mesmo da decodificação de sinais gráficos. O sistema educacional demonstra facilidade em associar o acesso e permanência da leitura não-verbal no fazer pedagógico, partindo de situações vividas envolvendo professor e aluno e refletindo a vivência na escola da leitura não-verbal. Faz-se necessário rediscutir os modos de ensinar e metodologias, pois a aquisição de saberes e, entre eles, a língua, assim como o desenvolvimento e socialização dos indivíduos, dependem da leitura verbal e não-verbal: visual, sonora, gestual, pictórica. É necessário redescobrir a importância da participação da leitura não-verbal na escola para favorecer o desenvolvimento intelectual do aluno, que vive rodeado de linguagens não-verbais, o que é pouco explorado no cotidiano escolar. A escola deve formar alunos capazes de pensar e estabelecer uma visão crítica da realidade e, um dos caminhos é o desenvolvimento da leitura verbal e não-verbal para interagir com o mundo, pois mesmo antes de ir à escola, o aluno já faz a leitura não-verbal que deve ser aproveitada no cotidiano escolar, posto que a linguagem não-verbal e todo sistema de organização de sinais são meios de comunicação entre os indivíduos. O docente precisa assumir sua condição de sujeito e ter um olhar mais aprofundado, a partir de sua vivência e interações de suas representações mentais a respeito dos meios na educação escolar, buscando formas de ampliar sua visão de mundo. Assim, a partir das novas concepções construídas por meio de leituras verbais e não-verbais praticadas em sala de aula, onde vão amadurecendo as idéias e clareando  assim as mudanças na educação, conseguindo um aprendizado qualificado e uma melhor atuação formando cidadãos conscientes para a grandeza do seu futuro.

 

Palavras-Chave: Leitura, Escola, Interação.

 

INTRODUÇÃO

Torna-se cada vez mais importante refletir sobre a importância de se vivenciar não só a linguagem verbal mas também a linguagem não-verbal, se for considerado o fato de ambas são interdependentes.

Da mesma maneira, faz-se necessário rediscutir os modos de ensinar as metodologias, pois a aquisição de saberes, entre eles, a língua, assim como o desenvolvimento e a socialização dos indivíduos dependem da linguagem verbal e não-verbal: visual, sonora, gestual, pictórica. Daí, a percepção de que a linguagem não-verbal e a linguagem verbal se interdependem e se complementam.

Busca-se a contribuição à respeito das discussões sobre a Linguagem não-verbal na escola e os alunos que fazem parte do seu corpo. Analisou-se a forma de interação com o intuito de se pensar em como melhorar o raciocínio lógico dos alunos, visando um grupo bastante diversificado de sujeitos, concebendo e colocando em circulação a temática relacionada à linguagem não-verbal. Apesar de todas as dificuldades, o aluno quer aprender a linguagem não-verbal na escola e no cotidiano.

Entretanto, a forma de linguagem que é tratada pela escola, através dos livros didáticos tem possibilitado aos alunos um aprendizado com mais empenho e criatividade.

É fundamental o trabalho com os símbolos, pois ele ajudará o aluno a entender as várias convenções sociais que utilizamos no cotidiano por meio de signos.

O trabalho com o nome da criança é importante porque a partir dele, ela poderá fazer combinações e comparações, perceber semelhanças entre as letras do seu nome e das outras pessoas do grupo. É um dos referenciais que a acompanhará durante todo o processo de alfabetização.

As leituras não-verbais estão relacionadas com a sua vida e sua realidade do mundo moderno e, ilustradas com belos desenhos e fotos. Assim, o aluno terá oportunidade de descobrir coisas novas, pensar e dar suas opiniões.

Este trabalho tem como objetivo central contribuir para a formação da “escola cidadã”. Um sonho de todos aqueles que compartilham das idéias do grande educador Paulo Freire.

 

REVISÃO LITERÁRIA

A leitura não é apenas decodificar os signos de linguagem. Ler é atravessar o texto, interagindo com o autor, na busca e produção de sentido; é ser competente para compreender e decifrar a realidade; é saber interpretar símbolos, imagens, gestos, marcas textuais características, etc.

Ao ler, o leitor integra seus conhecimentos prévios, ou seja, conhecimentos prévios, ou seja, conhecimentos adquiridos no decorrer de sua vida e que o leitor traz consigo, aos conhecimentos vinculados pelo texto, construindo sentido a ele, com base nos significados que pôde construir anteriormente.

A leitura como prática social é sempre um meio, nunca um fim. Ler é a resposta a um objetivo, a uma necessidade pessoal. A leitura, seja ela uma leitura clássica ou uma leitura “da moda” é sempre leitura e uma prática desejável, pois se o leitor for “pescado” pela leitura chamada fácil, pode ir aos poucos se acostumando com níveis maiores de exigência e sempre querendo ler mais e melhor.

Segundo Cortez, (apud, Paulo Freire: 1982), aprender a ler, a escrever, a alfabetizar-se é, antes de mais nada,  aprender  a  ler o mundo, compreender o seu contexto, não por meio da manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade, considerando que “a capacidade de perceber a vida passa necessariamente pela nossa leitura dos textos, das palavras e do contexto, onde vivemos, criando-nos e recriando-nos constantemente”.

Portanto, a leitura é algo interessante e desafiador, uma conquista capaz de dar autonomia e independência. E devem estar confiantes, condição para enfrentar o desafio e “aprender fazendo”, transformando signos mortos em memória viva. Uma prática de leitura verbal e não-verbal que não desperte nem cultive o desejo de ler, não é uma prática pedagógica eficiente.

Lembrando-se que há três concepções de leitura que são: funcional, crítica e literária e, todas elas são de fundamental importância no cotidiano escolar, se for considerado o fato de que uma está interligada à outra.

É por meio da leitura, em suas variadas formas que o ser humano se comunica com seus semelhantes e com o mundo que o rodeia, expressa suas idéias e emoções, adquire conhecimentos e desenvolve uma postura crítica, criativa, autônoma e solidária.

Trabalhando com a leitura verbal e não-verbal, o livro didático é um instrumento eficiente, se aliado ao trabalho pessoal e criativo do educador. Por isso, transformar a sala de aula em espaço de troca de idéias e vivências, de expressão lúdica e artística de discussão de diferentes pontos de vista e de análise de diversos meios de comunicação, tornando-se um aluno comunicador-leitor e escritor competente.

De acordo com Orlandi (1983), a leitura não é uma simples decodificação de sinais, mas a busca de significações, significações estas marcadas pelo processo de produção de leitura, uma vez que “a leitura deve ser vista como momento crítico da construção do texto, pois é o momento privilegiado do processo da interação verbal. O bom leitor é aquele que sabe que há outras leituras, que o sentido pode ser outro”.

No entanto, o aluno é convidado a ler e a produzir não só textos escritos, mas também orais e artísticos (não-verbais) de maneira ativa, interativa e criativa e, o professor deve ser mediador de todos esses processos, orientando, acompanhando, tirando dúvidas quando estas se fizerem presentes, sugerindo novas literaturas, novos temas.

Optar pela leitura é, então, sair da rotina, é querer participar do mundo criado pela imaginação de um determinado texto. Ler é, basicamente, abrir-se para novos horizontes, é ter possibilidade de experienciar alternativas de existência, é concretizar uma pesquisa consciente, fundamentada na vontade individual.

A opção pela leitura nas escolas deve passar por todas as disciplinas e não apenas naquelas que a exigem como base.

O currículo das escola requer necessariamente revisar a função interna das instituições e introduzir a diversidade nas suas estruturas, posto que é na diversidade que o aluno vai firmar suas opiniões, seu caráter, pois não vivemos num mundo uniforme, mas num mundo que apesar de globalizado, mantém seu caráter diferenciado, com culturas diferentes.

A grade curricular da escola não impõe esta realidade para o educador, dificultando o trabalho através dos livros didáticos, que são muitas vezes, pobres em seu conhecimento sobre a leitura não-verbal e, sendo assim, deixa a desejar ao professor esse trabalho que é de valor imprescindível para o aluno.

De acordo com o conhecimento que temos dos PCNs, eles não trazem nada sobre a leitura não-verbal em seus conteúdos. Portanto, para desenvolver o conhecimento cognitivo e intelectual do aluno, dependemos da leitura verbal e não-verbal, por que uma interage com a outra.

A importância e o valor dos usos das leituras verbais e não-verbais são determinados historicamente, segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leituras imaginárias e de escritas.

Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz de leituras que satisfaçam as necessidades dos alunos e, que possam estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informação, ao exercício de reflexão. Sem negar a importância dos que respondem a exigências práticas da vida diária, são os textos que favorecem a reflexão crítica e imaginativa, o exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada.

É por meio da linguagem verbal e não-verbal, em suas variadas formas, que o ser humano se comunica com seus semelhantes e com o mundo que o rodeia, expressa suas idéias e emoções, adquire conhecimentos e desenvolve uma postura crítica, criativa, autônoma e, solidária.

Portanto, nossos alunos não estão rodeados apenas de textos escritos, vivemos num mundo onde a imagem, o som e a palavra falada ou escrita se juntam para construir um ato de comunicação. Por isso, precisamos desvendar o sentido de todas essas linguagens que nos rodeiam para melhor interagir com as pessoas e com o mundo em que vivemos.

Tecendo textos com palavras, imagens e sons, você descobrirá os múltiplos caminhos para se comunicar.

Segundo Geraldi, “a língua não é um sistema fechado, pronto, acabado, de que poderíamos nos apropriar. No próprio ato de falarmos, de nos comunicarmos com os outros, pela forma como o fazemos, estamos participando, queiramos ou não, do processo de constituição da língua.”

Concluindo, o sujeito que utiliza a língua não é um ser passivo, mas alguém que interfere na constituição do significado do ato comunicativo. Portanto, há uma relação intrínseca entre o lingüístico e o social que precisa ser considerada no estudo da língua. Por isso, o lugar privilegiado para a análise desses fenômenos é o discurso que se materializa na forma de imagens. Geraldi (2005, p. 15)

Cada tipo de linguagem apresenta uma unidade diferente. Por exemplo, na linguagem verbal, a unidade é a palavra; nas linguagens não-verbais são unidades diferentes da palavra, como o gesto, a imagem, a nota musical, etc. Existem também as linguagens mistas, que combinam unidades próprias de diferentes linguagens. Nas histórias em quadrinhos, por exemplo, a linguagem geralmente é mista, pois elas contêm imagens e palavras.

Na sala de aula, com o uso da linguagem não-verbal, as crianças precisam possuir a capacidade de representação  simbólica  que  é   comum   no  pensamento  da   linguagem, podendo ser conceituada de todas as formas e olhares, gestos, ruídos, etc. Mas, não só pelo meio não-verbal, como também pelo verbal.
Portanto, as experiências deveriam ser estimuladas e, para que isso aconteça, é preciso que haja uma interação com os alunos e os materiais didáticos que é fundamental para a sua imaginação, que é eficaz para a aprendizagem do aluno.

Os processos de comunicação são permanentes na construção e reconstrução da linguagem. Dentre os comportamentos não-verbais, a postura é um elemento de fácil observação. O corpo humano (postura), apresenta, comunica continuamente o que é, o que quer.

Sendo, portanto, trabalhado em sala de aula através de textos não-verbais, tais como, teatro, música, etc, onde cada aluno pode estar usando a sua criatividade para fascinantes estímulos.

Na escola, o desenvolvimento e a socialização dos indivíduos dependem da linguagem verbal e não-verbal: visual, sonora, gestual, pictórica. De todas as formas de linguagem, depende-se para aprender, da realidade que nos cerca. A realidade nada mais é do que a forma pela qual ser percebe o mundo.

É por meio do corpo que o mundo é percebido. Vale lembrar que os cinco sentidos são importantes para o desenvolvimento da linguagem não-verbal do aluno.

A linguagem não-verbal é o meio de expressão que não utiliza os significados da palavra; é a linguagem do corpo e dos sons. Essas formas de expressão não-verbal, chegam às pessoas antes mesmos de elas falarem e escreverem. A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento. Para o indivíduo, ela é o tesouro da memória e a consciência vigilante transmitida de pai para filhos. (FAEL – EDUCON. 2005, p. 249)

A linguagem não-verbal está presente não só em sala de aula, mas também, no dia-a-dia do aluno, porém, pouco explorada no cotidiano escolar.

É no cotidiano que as palavras acompanham os gestos, compõem os atos e, fazem brotar novos saberes lúdicos e significativos de aprendizagem.

Para que a criança adquira a capacidade de produção e interpretação de signos, é necessário que se faça uma reflexão sobre a língua não-verbal, ou seja, por meio de textos publicados por alunos através de desenhos apresentados.

A linguagem por seu caráter simbólica permite ao homem a codificação de objetos em signos. Essa capacidade de representação faz com que ele supere sua consciência sensível, constituindo assim, a consciência racional.

Nem a linguagem, nem a consciência são dons inatos do homem; pelo contrário, são capacidades desenvolvidas por meio do trabalho, no decorrer de sua história, não sendo, portanto, imutáveis nem invariáveis, pois  “...a função primária da linguagem muda à medida que aumenta a experiência educacional da pessoa.” ( LURIA, 1998)

A escrita é o produto mais desenvolvido da abstração da linguagem, pois não conta com quase nenhum elemento extra-verbal (gesto, mímica, etc). Surgiu a partir do momento em que as relações sociais se tornaram mais complexa. A aquisição de símbolos não-verbais, não é um produto puramente escolar, mas um resultado de um longo processo apropriativo e construtivo por parte da criança. Aprender a língua de signos é construir estruturas de pensamentos capazes de abstrações cada vez mais elaboradas.

Ao saber das dificuldades de muitos educadores em utilizar a televisão e o vídeo na sala   de   aula,   as   operações   sobre   os    tipos    de   linguagens características diretamente relacionadas à prática da leitura não-verbal, ampliando a compreensão dos alunos a respeito desse meio de comunicação. Muitas vezes, a escola tem esses materiais, mas o acesso dos professores a esses recursos fica muito restrito por diversas razões. Sendo assim, fica inviabilizada a proposta que implica a utilização desses meios como parte do processo de aprendizagem e não apenas como um suporte para ser usado uma vez no mês ou no bimestre.

Segundo Lúcia Helena & Maria Lúcia, na televisão, a música tem seu espaço. Além de ser apresentada em programas de auditório, aparece nas trilhas sonoras das novelas, em que nos é apresentada como sons, imagens, narrativas, luzes, cores, ou seja, um processo inter-semiótico (utilizando-se de vários signos – verbal e não-verbal – complementarmente, para intensificar a significação): são os clips.

Eles são formas mistas de expressão (música, oral,gestual e de movimento), numa incessante intersecção de linguagens, envolvendo gêneros diferentes da arte pictórica, da computação gráfica e até de animação por computador. NEDER E POSSARI (Fasc. 1 de Linguagem, p. 54)

“É importante então, compreender o fascínio da TV não é fabricado, não há um grupo de pessoas maquiando estórias e personagens para impor às massas; ao contrário, os meios de comunicação atuam sobre as necessidades já existente no ser humano... ...basicamente, o que há é um desejo de vida melhor, a saber, uma negação da vida real.”

Portanto, refere-se a toda análise de imagens: fotos, quadros, desenhos de alunos, cartoons, etc. Visa a desenvolver a sensibilidade estética, possibilitando ao aluno contemplando suas formas mais significativas a uma obra de arte, percebendo a beleza visual, a harmonia ou desarmonia das cores, dos planos, etc.

A linguagem verbal e não-verbal é uma forma de interação, ou seja, uma depende da outra possibilitando uma transmissão de informações de emissor a um receptor. Através dela o sujeito pensa, pratica ações que não conseguiria praticar a não ser imaginando o processo de interação não é um ponto básico quando se trata de linguagem.

Porque a linguagem não-verbal constrói no pensamento e no interior do indivíduo, não estando presente o preceito da interação, muito menos a situação social que determina as condições sociais e reais de enunciação. É a sociedade que nos impõe a língua como código, a qual devemos seguir obrigatoriamente par que possamos interagir com a escola a linguagem não-verbal.

Porque através da linguagem, o homem representa para si o mundo, sendo sua função repetitiva do seu pensamento e conhecimento de mundo.

A linguagem deve ser encarada como uma atividade dinâmica, suscetível a mudança, fruto de práticas sociais e históricas. Vários fatores entram em jogo na produção de um discurso: os interlocutores, o conhecimento que cada um tem sobre o assunto, as imagens recíprocas, os sons e as relações sociais, pois “Toda vez que usamos a linguagem, a finalidade que temos em vista  é interagir com uma ou mais pessoas.  Até quando escrevemos um poema  ou um diário, e não mostramos a ninguém, estamos escrevendo para um leitor, mesmo que imaginário. (PNLD/2005, p. 18)

A linguagem não-verbal deve ser encarada como uma representação da linguagem, pois é necessário que os sinais lingüísticos se articulem, produzindo um determinado significado que resulta no texto.

Portanto, a atividade não-verbal é utilizada para possibilitar ao aluno, o levantamento de regularidades de aspectos dessa língua classificando em suas características específicas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Encontram-se aqui reunidos os principais resultados da pesquisa que realizamos e, que demonstram algumas implicações quanto à relação professor e aluno, no contexto da leitura não-verbal em sala de aula e fora dela.

Trabalha-se na escola, com diversos grupos étnicos e sociais, permitindo ainda, que se evidenciasse o saber imaginário que está em elaboração, como parte do processo do conhecimento afetivo e intelectual do aluno.

Dadas as limitações que cercam esta pesquisa, as considerações finais são necessariamente parciais e, provavelmente polêmicas, representando antes de tudo, linhas de reflexão sobre a leitura não-verbal no fazer pedagógico, que é pouco explorada na escola.

O livro didático é um instrumento eficiente, se aliado ao trabalho pessoal e criativo do educador. Por isso, conta-se com a sua ajuda para transformar a sala de aula em espaço de troca de idéias e vivências, de expressão lúdica e artística, de discussão de diferentes pontos de vista e de análise de diversos meios de comunicação, verbal e não-verbal.

De acordo com a realidade das famílias e dos alunos, percebe-se muitas vezes, eles estão carentes de materiais de leitura, não por falta de interesse próprio, mas sim por não haver biblioteca pública, onde os alunos e as famílias pudessem ter acesso, para buscar novos conhecimentos verbais e não-verbais.

E por meio da leitura, em suas variadas formas, que o ser humano se comunica com os seus semelhantes  e com o mundo que o rodeia, expressa suas idéias e emoções, adquire conhecimentos e desenvolve uma postura crítica autônoma e solidária.

Assim, acredita-se que o trabalho das leituras não-verbais na escola é de vital importância, porque assim o aluno estará desempenhando a sua imaginação com maiores habilidades. Lembrando-se que a escola deverá caminhar paralelamente com as leituras verbais e não-verbais, porque esta é uma das melhores formas do aluno interagir com o cotidiano escolar e fora dele.

 

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

FARACO, Carlos Emílio & MOURA, Francisco Mato. Língua e Literatura. FARACO & MOURA. 20º edição. 2º impressão. Editora Ática.

FERREIRA, Moura. 1955. Entre Palavras. Moura Ferreira. – São Paulo. FTD, 1998 – (Coleção Entre Palavras).

MURRIE, Zuleika de Felice. Língua Portuguesa (Ensino Fundamental). – 2. ed. Brasília: MEC: INEP, 2006

OLIVEIRA, Tânia A. – R. BERTOLIN. A. S. Silva. – Tecendo Texto: Ensino de Língua Portuguesa Através de Projetos, 5ª Série – 2. edição – São Paulo: IBEP. 2002 – (Coleção Novo Tempo).

POSSARI, Lúcia Helena Vendrúsculo & NEDER, Maria Lúcia Cavalli: Fascículo 1. 2. ed. rev., Cuiabá: EDUF – MT, 2006. 83 p. iI

VIGOTSKY, Lev Semenovich, 1869 – 1934. A Construção do Pensamento e da Linguagem/ L. S. Vigotsky; Tradução: Paula Bezerra – São Paulo: Martins Fontes, 2000 – (Psicologia e Pedagogia).

 

AGRADECIMENTOS

Nossos agradecimentos são direcionados primeiramente a Deus, pois sem Ele, não teríamos conseguido; em segundo lugar, aos nossos familiares, esposos, filhos, pais e, também aos nossos amigos que estão sempre do nosso lado, apoiando e incentivando. Finalmente, um agradecimento especial ao nosso Orientador, cujo apoio nos foi muito útil, uma vez que o mesmo nos deu os caminhos a seguir.

 

 

Alaíde Arjona de Matos - Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional

Sônia Fernandes de Oliveira - Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional

Prof. José Olímpio dos Santos - Professor Doutorando e Coordenador do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Psicopedagogia Clínica  e Educacional

1,2,3 Impactos - Instituto Matogrossense de Pós Graduação e Serviços Educacionais Ltda, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

LEITURA NÃO-VERBAL NO FAZER PEDAGÓGICO



Alaíde Arjona de Matos1
Sônia Fernandes de Oliveira2
Profº José Olímpio dos Santos3
Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional1
Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional2
Professor Doutorando e Coordenador do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Psicopedagogia Clínica  e Educacional3
1,2,3 Impactos - Instituto Matogrossense de Pós Graduação e Serviços Educacionais Ltda, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil


RESUMO

Este texto visa analisar a leitura não-verbal no cotidiano escolar, compreendendo situações e formas de expressão não-verbal que chegam aos alunos antes mesmo da decodificação de sinais gráficos. O sistema educacional demonstra facilidade em associar o acesso e permanência da leitura não-verbal no fazer pedagógico, partindo de situações vividas envolvendo professor e aluno e refletindo a vivência na escola da leitura não-verbal. Faz-se necessário rediscutir os modos de ensinar e metodologias, pois a aquisição de saberes e, entre eles, a língua, assim como o desenvolvimento e socialização dos indivíduos, dependem da leitura verbal e não-verbal: visual, sonora, gestual, pictórica. É necessário redescobrir a importância da participação da leitura não-verbal na escola para favorecer o desenvolvimento intelectual do aluno, que vive rodeado de linguagens não-verbais, o que é pouco explorado no cotidiano escolar. A escola deve formar alunos capazes de pensar e estabelecer uma visão crítica da realidade e, um dos caminhos é o desenvolvimento da leitura verbal e não-verbal para interagir com o mundo, pois mesmo antes de ir à escola, o aluno já faz a leitura não-verbal que deve ser aproveitada no cotidiano escolar, posto que a linguagem não-verbal e todo sistema de organização de sinais são meios de comunicação entre os indivíduos. O docente precisa assumir sua condição de sujeito e ter um olhar mais aprofundado, a partir de sua vivência e interações de suas representações mentais a respeito dos meios na educação escolar, buscando formas de ampliar sua visão de mundo. Assim, a partir das novas concepções construídas por meio de leituras verbais e não-verbais praticadas em sala de aula, onde vão amadurecendo as idéias e clareando  assim as mudanças na educação, conseguindo um aprendizado qualificado e uma melhor atuação formando cidadãos conscientes para a grandeza do seu futuro.


Palavras-Chave: Leitura, Escola, Interação.


INTRODUÇÃO


Torna-se cada vez mais importante refletir sobre a importância de se vivenciar não só a linguagem verbal mas também a linguagem não-verbal, se for considerado o fato de ambas são interdependentes.
Da mesma maneira, faz-se necessário rediscutir os modos de ensinar as metodologias, pois a aquisição de saberes, entre eles, a língua, assim como o desenvolvimento e a socialização dos indivíduos dependem da linguagem verbal e não-verbal: visual, sonora, gestual, pictórica. Daí, a percepção de que a linguagem não-verbal e a linguagem verbal se interdependem e se complementam.
Busca-se a contribuição à respeito das discussões sobre a Linguagem não-verbal na escola e os alunos que fazem parte do seu corpo. Analisou-se a forma de interação com o intuito de se pensar em como melhorar o raciocínio lógico dos alunos, visando um grupo bastante diversificado de sujeitos, concebendo e colocando em circulação a temática relacionada à linguagem não-verbal. Apesar de todas as dificuldades, o aluno quer aprender a linguagem não-verbal na escola e no cotidiano. Entretanto, a forma de linguagem que é tratada pela escola, através dos livros didáticos tem possibilitado aos alunos um aprendizado com mais empenho e criatividade.
É fundamental o trabalho com os símbolos, pois ele ajudará o aluno a entender as várias convenções sociais que utilizamos no cotidiano por meio de signos.
O trabalho com o nome da criança é importante porque a partir dele, ela poderá fazer combinações e comparações, perceber semelhanças entre as letras do seu nome e das outras pessoas do grupo. É um dos referenciais que a acompanhará durante todo o processo de alfabetização.
As leituras não-verbais estão relacionadas com a sua vida e sua realidade do mundo moderno e, ilustradas com belos desenhos e fotos. Assim, o aluno terá oportunidade de descobrir coisas novas, pensar e dar suas opiniões.
Este trabalho tem como objetivo central contribuir para a formação da “escola cidadã”. Um sonho de todos aqueles que compartilham das idéias do grande educador Paulo Freire.



REVISÃO LITERÁRIA



A leitura não é apenas decodificar os signos de linguagem. Ler é atravessar o texto, interagindo com o autor, na busca e produção de sentido; é ser competente para compreender e decifrar a realidade; é saber interpretar símbolos, imagens, gestos, marcas textuais características, etc.
Ao ler, o leitor integra seus conhecimentos prévios, ou seja, conhecimentos prévios, ou seja, conhecimentos adquiridos no decorrer de sua vida e que o leitor traz consigo, aos conhecimentos vinculados pelo texto, construindo sentido a ele, com base nos significados que pôde construir anteriormente.
A leitura como prática social é sempre um meio, nunca um fim. Ler é a resposta a um objetivo, a uma necessidade pessoal. A leitura, seja ela uma leitura clássica ou uma leitura “da moda” é sempre leitura e uma prática desejável, pois se o leitor for “pescado” pela leitura chamada fácil, pode ir aos poucos se acostumando com níveis maiores de exigência e sempre querendo ler mais e melhor.
Segundo Cortez, (apud, Paulo Freire: 1982), aprender a ler, a escrever, a alfabetizar-se é, antes de mais nada,  aprender  a  ler o mundo, compreender o seu contexto, não por meio da
manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade, considerando que “a capacidade de perceber a vida passa necessariamente pela nossa leitura dos textos, das palavras e do contexto, onde vivemos, criando-nos e recriando-nos constantemente”.
Portanto, a leitura é algo interessante e desafiador, uma conquista capaz de dar autonomia e independência. E devem estar confiantes, condição para enfrentar o desafio e “aprender fazendo”, transformando signos mortos em memória viva. Uma prática de leitura verbal e não-verbal que não desperte nem cultive o desejo de ler, não é uma prática pedagógica eficiente.
Lembrando-se que há três concepções de leitura que são: funcional, crítica e literária e, todas elas são de fundamental importância no cotidiano escolar, se for considerado o fato de que uma está interligada à outra.
É por meio da leitura, em suas variadas formas que o ser humano se comunica com seus semelhantes e com o mundo que o rodeia, expressa suas idéias e emoções, adquire conhecimentos e desenvolve uma postura crítica, criativa, autônoma e solidária.
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Trabalhando com a leitura verbal e não-verbal, o livro didático é um instrumento eficiente, se aliado ao trabalho pessoal e criativo do educador. Por isso, transformar a sala de aula em espaço de troca de idéias e vivências, de expressão lúdica e artística de discussão de diferentes pontos de vista e de análise de diversos meios de comunicação, tornando-se um aluno comunicador-leitor e escritor competente.
De acordo com Orlandi (1983), a leitura não é uma simples decodificação de sinais, mas a busca de significações, significações estas marcadas pelo processo de produção de leitura, uma vez que “a leitura deve ser vista como momento crítico da construção do texto, pois é o momento privilegiado do processo da interação verbal. O bom leitor é aquele que sabe que há outras leituras, que o sentido pode ser outro”.
No entanto, o aluno é convidado a ler e a produzir não só textos escritos, mas também orais e artísticos (não-verbais) de maneira ativa, interativa e criativa e, o professor deve ser mediador de todos esses processos, orientando, acompanhando, tirando dúvidas quando estas se fizerem presentes, sugerindo novas literaturas, novos temas.
Optar pela leitura é, então, sair da rotina, é querer participar do mundo criado pela imaginação de um determinado texto. Ler é, basicamente, abrir-se para novos horizontes, é ter possibilidade de experienciar alternativas de existência, é concretizar uma pesquisa consciente, fundamentada na vontade individual.
A opção pela leitura nas escolas deve passar por todas as disciplinas e não apenas naquelas que a exigem como base.
O currículo das escola requer necessariamente revisar a função interna das instituições e introduzir a diversidade nas suas estruturas, posto que é na diversidade que o aluno vai firmar suas opiniões, seu caráter, pois não vivemos num mundo uniforme, mas num mundo que apesar de globalizado, mantém seu caráter diferenciado, com culturas diferentes.
A grade curricular da escola não impõe esta realidade para o educador, dificultando o trabalho através dos livros didáticos, que são muitas vezes, pobres em seu conhecimento sobre a leitura não-verbal e, sendo assim, deixa a desejar ao professor esse trabalho que é de valor imprescindível para o aluno.
De acordo com o conhecimento que temos dos PCNs, eles não trazem nada sobre a leitura não-verbal em seus conteúdos. Portanto, para desenvolver o conhecimento cognitivo e intelectual do aluno, dependemos da leitura verbal e não-verbal, por que uma interage com a outra.
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A importância e o valor dos usos das leituras verbais e não-verbais são determinados historicamente, segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leituras imaginárias e de escritas.
Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz de leituras que satisfaçam as necessidades dos alunos e, que possam estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informação, ao exercício de reflexão. Sem negar a importância dos que respondem a exigências práticas da vida diária, são os textos que favorecem a reflexão crítica e imaginativa, o exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada.
É por meio da linguagem verbal e não-verbal, em suas variadas formas, que o ser humano se comunica com seus semelhantes e com o mundo que o rodeia, expressa suas idéias e emoções, adquire conhecimentos e desenvolve uma postura crítica, criativa, autônoma e, solidária.
 Portanto, nossos alunos não estão rodeados apenas de textos escritos, vivemos num mundo onde a imagem, o som e a palavra falada ou escrita se juntam para construir um ato de comunicação. Por isso, precisamos desvendar o sentido de todas essas linguagens que nos rodeiam para melhor interagir com as pessoas e com o mundo em que vivemos.
Tecendo textos com palavras, imagens e sons, você descobrirá os múltiplos caminhos para se comunicar.
Segundo Geraldi, “a língua não é um sistema fechado, pronto, acabado, de que poderíamos nos apropriar. No próprio ato de falarmos, de nos comunicarmos com os outros, pela forma como o fazemos, estamos participando, queiramos ou não, do processo de constituição da língua.”


Concluindo, o sujeito que utiliza a língua não é um ser passivo, mas alguém que interfere na constituição do significado do ato comunicativo. Portanto, há uma relação intrínseca entre o lingüístico e o social que precisa ser considerada no estudo da língua. Por isso, o lugar privilegiado para a análise desses fenômenos é o discurso que se materializa na forma de imagens. Geraldi (2005, p. 15)



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Cada tipo de linguagem apresenta uma unidade diferente. Por exemplo, na linguagem verbal, a unidade é a palavra; nas linguagens não-verbais são unidades diferentes da palavra, como o gesto, a imagem, a nota musical, etc. Existem também as linguagens mistas, que combinam unidades próprias de diferentes linguagens. Nas histórias em quadrinhos, por exemplo, a linguagem geralmente é mista, pois elas contêm imagens e palavras.
Na sala de aula, com o uso da linguagem não-verbal, as crianças precisam possuir a capacidade de representação  simbólica  que  é   comum   no  pensamento  da   linguagem, podendo ser conceituada de todas as formas e olhares, gestos, ruídos, etc. Mas, não só pelo meio não-verbal, como também pelo verbal.
Portanto, as experiências deveriam ser estimuladas e, para que isso aconteça, é preciso que haja uma interação com os alunos e os materiais didáticos que é fundamental para a sua imaginação, que é eficaz para a aprendizagem do aluno.
Os processos de comunicação são permanentes na construção e reconstrução da linguagem. Dentre os comportamentos não-verbais, a postura é um elemento de fácil observação. O corpo humano (postura), apresenta, comunica continuamente o que é, o que quer.
Sendo, portanto, trabalhado em sala de aula através de textos não-verbais, tais como, teatro, música, etc, onde cada aluno pode estar usando a sua criatividade para fascinantes estímulos.
Na escola, o desenvolvimento e a socialização dos indivíduos dependem da linguagem verbal e não-verbal: visual, sonora, gestual, pictórica. De todas as formas de linguagem, depende-se para aprender, da realidade que nos cerca. A realidade nada mais é do que a forma pela qual ser percebe o mundo.
É por meio do corpo que o mundo é percebido. Vale lembrar que os cinco sentidos são importantes para o desenvolvimento da linguagem não-verbal do aluno.


A linguagem não-verbal é o meio de expressão que não utiliza os significados da palavra; é a linguagem do corpo e dos sons. Essas formas de expressão não-verbal, chegam às pessoas antes mesmos de elas falarem e escreverem. A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento. Para o indivíduo, ela é o tesouro da memória e a consciência vigilante transmitida de pai para filhos. (FAEL – EDUCON. 2005, p. 249)



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A linguagem não-verbal está presente não só em sala de aula, mas também, no dia-a-dia do aluno, porém, pouco explorada no cotidiano escolar.
É no cotidiano que as palavras acompanham os gestos, compõem os atos e, fazem brotar novos saberes lúdicos e significativos de aprendizagem.
Para que a criança adquira a capacidade de produção e interpretação de signos, é necessário que se faça uma reflexão sobre a língua não-verbal, ou seja, por meio de textos publicados por alunos através de desenhos apresentados.
A linguagem por seu caráter simbólica permite ao homem a codificação de objetos em signos. Essa capacidade de representação faz com que ele supere sua consciência sensível, constituindo assim, a consciência racional.
Nem a linguagem, nem a consciência são dons inatos do homem; pelo contrário, são capacidades desenvolvidas por meio do trabalho, no decorrer de sua história, não sendo, portanto, imutáveis nem invariáveis, pois  “...a função primária da linguagem muda à medida que aumenta a experiência educacional da pessoa.” ( LURIA, 1998)
A escrita é o produto mais desenvolvido da abstração da linguagem, pois não conta com quase nenhum elemento extra-verbal (gesto, mímica, etc). Surgiu a partir do momento em que as relações sociais se tornaram mais complexa. A aquisição de símbolos não-verbais, não é um produto puramente escolar, mas um resultado de um longo processo apropriativo e construtivo por parte da criança. Aprender a língua de signos é construir estruturas de pensamentos capazes de abstrações cada vez mais elaboradas.
Ao saber das dificuldades de muitos educadores em utilizar a televisão e o vídeo na sala   de   aula,   as   operações   sobre   os    tipos    de   linguagens características diretamente
relacionadas à prática da leitura não-verbal, ampliando a compreensão dos alunos a respeito desse meio de comunicação. Muitas vezes, a escola tem esses materiais, mas o acesso dos professores a esses recursos fica muito restrito por diversas razões. Sendo assim, fica inviabilizada a proposta que implica a utilização desses meios como parte do processo de aprendizagem e não apenas como um suporte para ser usado uma vez no mês ou no bimestre.
Segundo Lúcia Helena & Maria Lúcia, na televisão, a música tem seu espaço. Além de ser apresentada em programas de auditório, aparece nas trilhas sonoras das novelas, em que nos é apresentada como sons, imagens, narrativas, luzes, cores, ou seja, um processo inter-semiótico (utilizando-se de vários signos – verbal e não-verbal – complementarmente, para intensificar a significação): são os clips.
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Eles são formas mistas de expressão (música, oral,gestual e de movimento), numa incessante intersecção de linguagens, envolvendo gêneros diferentes da arte pictórica, da computação gráfica e até de animação por computador. NEDER E POSSARI (Fasc. 1 de Linguagem, p. 54)

“É importante então, compreender o fascínio da TV não é fabricado, não há um grupo de pessoas maquiando estórias e personagens para impor às massas; ao contrário, os meios de comunicação atuam sobre as necessidades já existente no ser humano... ...basicamente, o que há é um desejo de vida melhor, a saber, uma negação da vida real.”


Portanto, refere-se a toda análise de imagens: fotos, quadros, desenhos de alunos, cartoons, etc. Visa a desenvolver a sensibilidade estética, possibilitando ao aluno contemplando suas formas mais significativas a uma obra de arte, percebendo a beleza visual, a harmonia ou desarmonia das cores, dos planos, etc.
A linguagem verbal e não-verbal é uma forma de interação, ou seja, uma depende da outra possibilitando uma transmissão de informações de emissor a um receptor. Através dela o sujeito pensa, pratica ações que não conseguiria praticar a não ser imaginando o processo de interação não é um ponto básico quando se trata de linguagem.
Porque a linguagem não-verbal constrói no pensamento e no interior do indivíduo, não estando presente o preceito da interação, muito menos a situação social que determina as condições sociais e reais de enunciação. É a sociedade que nos impõe a língua como código, a qual devemos seguir obrigatoriamente par que possamos interagir com a escola a linguagem não-verbal.
Porque através da linguagem, o homem representa para si o mundo, sendo sua função repetitiva do seu pensamento e conhecimento de mundo.
A linguagem deve ser encarada como uma atividade dinâmica, suscetível a mudança, fruto de práticas sociais e históricas. Vários fatores entram em jogo na produção de um discurso: os interlocutores, o conhecimento que cada um tem sobre o assunto, as imagens recíprocas, os sons e as relações sociais, pois “Toda vez que usamos a linguagem, a finalidade que temos em vista  é interagir com uma ou mais pessoas.  Até quando escrevemos um poema  ou um diário, e não mostramos a ninguém, estamos escrevendo para um leitor, mesmo que imaginário. (PNLD/2005, p. 18)

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A linguagem não-verbal deve ser encarada como uma representação da linguagem, pois é necessário que os sinais lingüísticos se articulem, produzindo um determinado significado que resulta no texto.
Portanto, a atividade não-verbal é utilizada para possibilitar ao aluno, o levantamento de regularidades de aspectos dessa língua classificando em suas características específicas.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Encontram-se aqui reunidos os principais resultados da pesquisa que realizamos e, que demonstram algumas implicações quanto à relação professor e aluno, no contexto da leitura não-verbal em sala de aula e fora dela.
Trabalha-se na escola, com diversos grupos étnicos e sociais, permitindo ainda, que se evidenciasse o saber imaginário que está em elaboração, como parte do processo do conhecimento afetivo e intelectual do aluno.
Dadas as limitações que cercam esta pesquisa, as considerações finais são necessariamente parciais e, provavelmente polêmicas, representando antes de tudo, linhas de reflexão sobre a leitura não-verbal no fazer pedagógico, que é pouco explorada na escola.
O livro didático é um instrumento eficiente, se aliado ao trabalho pessoal e criativo do educador. Por isso, conta-se com a sua ajuda para transformar a sala de aula em espaço de troca de idéias e vivências, de expressão lúdica e artística, de discussão de diferentes pontos de vista e de análise de diversos meios de comunicação, verbal e não-verbal.
De acordo com a realidade das famílias e dos alunos, percebe-se muitas vezes, eles estão carentes de materiais de leitura, não por falta de interesse próprio, mas sim por não haver biblioteca pública, onde os alunos e as famílias pudessem ter acesso, para buscar novos conhecimentos verbais e não-verbais.
E por meio da leitura, em suas variadas formas, que o ser humano se comunica com os seus semelhantes  e com o mundo que o rodeia, expressa suas idéias e emoções, adquire conhecimentos e desenvolve uma postura crítica autônoma e solidária.
Assim, acredita-se que o trabalho das leituras não-verbais na escola é de vital importância, porque assim o aluno estará desempenhando a sua imaginação com maiores habilidades. Lembrando-se que a escola deverá caminhar paralelamente com as leituras verbais e não-verbais, porque esta é uma das melhores formas do aluno interagir com o cotidiano escolar e fora dele.


REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

FARACO, Carlos Emílio & MOURA, Francisco Mato. Língua e Literatura. FARACO & MOURA. 20º edição. 2º impressão. Editora Ática.

FERREIRA, Moura. 1955. Entre Palavras. Moura Ferreira. – São Paulo. FTD, 1998 – (Coleção Entre Palavras).

MURRIE, Zuleika de Felice. Língua Portuguesa (Ensino Fundamental). – 2. ed. Brasília: MEC: INEP, 2006

OLIVEIRA, Tânia A. – R. BERTOLIN. A. S. Silva. – Tecendo Texto: Ensino de Língua Portuguesa Através de Projetos, 5ª Série – 2. edição – São Paulo: IBEP. 2002 – (Coleção Novo Tempo).

POSSARI, Lúcia Helena Vendrúsculo & NEDER, Maria Lúcia Cavalli: Fascículo 1. 2. ed. rev., Cuiabá: EDUF – MT, 2006. 83 p. iI

VIGOTSKY, Lev Semenovich, 1869 – 1934. A Construção do Pensamento e da Linguagem/ L. S. Vigotsky; Tradução: Paula Bezerra – São Paulo: Martins Fontes, 2000 – (Psicologia e Pedagogia).







AGRADECIMENTOS





Nossos agradecimentos são direcionados primeiramente a Deus, pois sem Ele, não teríamos conseguido; em segundo lugar, aos nossos familiares, esposos, filhos, pais e, também aos nossos amigos que estão sempre do nosso lado, apoiando e incentivando. Finalmente, um agradecimento especial ao nosso Orientador, cujo apoio nos foi muito útil, uma vez que o mesmo nos deu os caminhos a seguir.

Última atualização em Sex, 17 de Dezembro de 2010 16:40