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Concepção de Escola e Realidade Escolar PDF Imprimir E-mail
Escrito por Élen Rosa Córes e Márcio Martins Córes   
Sex, 17 de Dezembro de 2010 15:56

RESUMO

Em relação à concepção de escola e realidade escolar sabemos da necessidade de compreendermos a concepção de escola, bem como buscar entender a realidade escolar do nosso país, este trabalho é eficaz, pois oferece subsídios que nos leva a investigação dentro da educação e buscar soluções para os problemas existentes na rede de ensino do nosso país. Para realizarmos a pesquisa realizamos estudo através de pesquisa bibliográfica e de campo. Onde fizemos uma investigação com professores da Escola Estadual Deputado Francisco Villanova, sobre as representações acerca das suas propostas em relação à concepção de escola e realidade escolar. O objetivo do trabalho é compreender a formação dos educadores em relação à concepção de escola e realidade escolar em meio as universidades e entendê-las com um problema da humanidade. Segundo Paulo Freire (1978:111) a localidade do educando é o ponto de partida para construção do conhecimento do mundo. Considera-se que a mudança de paradigmas, significa estar disposto a assumir uma postura voltada profunda e vantajosa transformação pessoal e coletiva, sem preconceito, aberto ao diálogo e novos conhecimentos partilhados. A escola deve e precisa fazer parte das mudanças culturais na sociedade e até inspirar as mudanças. Ao realizarmos a pesquisa de campo com professores da Escola Estadual Deputado Francisco Villanova, os mesmos compreendem que a visão da concepção de escola e realidade escolar está de acordo com as teorias de Philippe Perrenoud e Paulo Padilha. Uma das professoras entrevistadas afirmou que os educadores têm analisado o sistema educacional, através de estudos teóricos que tentam ajudar a escola a ser de qualidade e auxiliar os educadores a fazer uma auto-avaliação redirecionando seus trabalhos pedagógicos deixando de ser setorizado e transformando-o em ações. A professora ainda acredita que a realidade escolar vem passando por grandes transformações já que o mundo vive esta transformação e a escola está inserida neste contexto social. Na realidade, a escola não pode ser estanque, deve sensibilizar o educando, buscando possíveis soluções para as problemáticas registradas nas transformações. A escola é um patrimônio público voltado à melhoria de vida comunitária. Nela ocorrem fatos e fatores que podem desequilibrar a estrutura do ensino. É necessário que haja policiamento e repreensão no tocante a concepção de escola, e adotar uma estrutura que venha beneficiar a realidade do educando e educador em sala de aula.

Palavras–Chaves: Concepção. Realidade. Escola.

 

INTRODUÇÃO

Diante de tantas idéias e conceitos que envolvem o sistema educacional, sentimos que é necessário compreendermos a concepção de escola, bem como buscar entender a realidade escolar do nosso país.

Sabemos que estamos na idade contemporânea onde o saber está entre a formação e é necessário que automaticamente aconteça à evolução na escola, para que a mesma possa atender as necessidades da população. E para que isso aconteça é necessária à capacitação dos educadores e profissionais da educação.

Tendo em vista que o sistema educacional é um espaço utilizado para a aprendizagem dos educandos e é onde se faz presentes a realidade escolar. Por isso, problemas que surgem no cotidiano educacional são de origem da Idade Média e os mesmos vem ganhando força na modernidade.

Percebemos que precisamos ampliar nossos conhecimentos e ter uma concepção de escola e realidade escolar.

Por isso, observamos como os educadores têm analisado o sistema educacional, como está nossa realidade escolar, qual a preocupação dos profissionais da educação com relação à concepção de escola e realidade escolar.

Esta pesquisa foi realizada através de pesquisa bibliográfica e de campo. Na pesquisa de campo investigamos como as educadoras mais antigas da Escola Estadual Deputado Francisco Villanova percebe a concepção de escola e realidade escolar.

Portanto, entendemos que a visão das educadoras está de acordo com as teorias de PHILIPPE PERRENOUD e PAULO PADILHA. Onde os mesmos nos dizem que a escola precisa ser de qualidade tornando os educandos seres capazes de desenvolver todas as suas múltiplas habilidades.

 

A AÇÃO PSICOPEDAGÓGICA E A TRANSFORMAÇÃO NA REALIDADE ESCOLAR

A atuação do docente na instituição, visa a fortalecer-lhe a identidade bem como buscar o resgate dessa instituição, ao mesmo tempo em que procura sintonizar-se com realidade que está sendo vivenciada no momento histórico atual, buscando adequar essa escola às reais demandas da sociedade.

O conteúdo da educação além de abrangente e amplo varia de uma sociedade para outra. A instituição é um monopólio do saber, mas não detêm todo conteúdo da comunicação. Este é um processo de compartilhamento, democratização e solidariedade entre educadores e educandos. A ação faz a informação construtiva. Paulo Freire coloca que a leitura do mundo educa nossos olhos.

A atuação em prática de transmissão e assimilação de saberes faz o profissional, tornando suscetível a criticidade e transmissão do conhecimento adquirido. Hoje a escola oferece um conjunto cultural que vai associar a realidade com a prática no campo cultural, político, unindo a comunidade escolar e ambiente social. Neste conjunto está inserido o novo trazendo a informática para sala de aula.

A mídia coloca à disposição a televisão, vídeo, palestras, brincadeiras, enfim, um monopólio de entretenimento junto com a aprendizagem, trazendo informação. É preciso prever problemáticas que envolvam o sistema produtivo, a escola, entre o avanço tecnológico e a necessidades de formação. A escola além do espaço físico oferece o lazer e coletividade.

A educação acontece em vários lugares, como se fosse articulada. A escola oferece a capacidade de reconhecer e interpretar informações sendo condicionada a um espaço de síntese.

Segundo Paulo Freire a localidade do educando é o ponto de partida para a construção do conhecimento do mundo. Sendo cidadão crítico, diria que este território a que se refere pode gerar uma cooperação de um novo paradigma para uma nova escola. Um projeto político pedagógico voltado para a ação e formação que se articula entre educadores, educando e comunidade se faz necessário. São imprescindíveis com novas exigências, ajustes, conhecimento do aluno, no tocante as realidades sociais, culturais, além é claro da capacidade de aprender a aprender.

Freire faz várias citações sobre “festas”. Sistematizar festa é muito importante. Associar por exemplo que o educando faz tudo para participar das festas escolares, festa junina, festa do folclore, do país, é divertido e bem assimilado. Mas quando a escola promove a festa de 7 de setembro, onde o aluno deve desfilar marchando é indiscutivelmente se recusa a participar de boa vontade. Nesse caso, é preciso sensibilizar seduzir para que entenda e aceite que fazem parte de seus deveres como aluno, cidadão e patriota.

Considera-se que a mudança de paradigmas, significa estar disposto a assumir uma postura voltada para uma profunda e vantajosa transformação pessoal e coletiva, sem preconceito, aberto ao diálogo e novos conhecimentos partilhados. Segundo os idealizadores do ENEM, o conhecimento se constrói com base nas interações, realizadas pelos cidadãos com a vida, buscando verificar a capacidade do participante de utilizar o conhecimento construindo durante seu percurso de escolarização.
A instituição escolar deve estar abraçando movimentos, com investimentos e pesquisas para a posição político-pedagógico de um melhoramento na qualidade do ensino. Cabe ao professor debruçar-se sobre informações para a implementação da nova política de gestão do sistema educacional.

 

FORMAR PROFESSORES EM CONTEXTOS SOCIAIS EM MUDANÇA UMA PRÁTICA REFLEXIVA E PARTICIPAÇÃO CRÍTICA.

As sociedades se transformam, fazem-se e desfazem-se, as tecnologias mudam os hábitos sociais, as desigualdades se espalham. As tecnologias da mudança não permitem a ninguém proteger-se da incoerência entre uma afirmação anterior e a atual, com um desacordo do mundo do saber em transformação onde se faz necessária automaticamente à evolução na escola e na formação de profissionais do saber.

A escola pode fazer parte das mudanças culturais na sociedade e até inspirar as mudanças. Mas ao contrário não pode esquecer que a forma escolar é em parte construída para proteger das mudanças tecnológicas, pois a sociedade está dentro da escola e ao inverso.

A escola não é parte de um grupo ou partido com ideário ou discordância, desacordo fora do proposto ou ordenado por autoridade, ela pertence a todos.
Os professores não se opõem as mudanças, contudo que não tenha de pagar o preço.

No entanto, a profissionalização, a prática reflexiva e a participação crítica esperada para com os professores vai além do “saber fazer” profissional de base, mas imagina a ação de examinar, dizer, calcular com antecipação, etc.

O professor tem de buscar uma forma de se identificar na sua prática , aprendendo com as experiências, com ensaio e erro, no sofrimento e por outro lado para sobreviver, estes lhes permitiram o controle da situação e ao diálogo com outros profissionais.

É preciso, basear, fundamentar-se na prática reflexiva de competências profissionais e são ainda várias, ex: organizar e animar as situações de aprendizagens, etc. sem estas e outras não se pode obter competência na educação.

Um sentimento de que tudo está perdido desperta uma reflexão de livre vontade, não prometida, onde os objetivos raramente são atingidos. Sem a prática reflexiva e sua permanência é impossível limitar e ter certeza em face do perigo ao resolver o problema.

A prática reflexiva não é solitária. Ela é fruto de conversas informais, momentos organizados de profissionalização interativa, práticas de avaliação do que se faz, etc.
No entanto, os saberes metódicos que inclui a observação, interpretação, análise, antecipação, memorização, comunicação oral e escrita e até o vídeo, uma vez que a reflexão nem sempre se desenvolve em circuito fechado nem no imediato.

Em alguns casos o domínio do saber é crucial, ou seja, decisivo e não se pode falhar e se falhar não pode ser apresentado.

É licito que o professor reflexivo tenha relação de envolvimento com a sua própria prática e o mínimo que se estabelece na sua arte de representar sua ação no plano da profissionalização.

Hoje em dia se vê que o professor mantém-se longe dos movimentos informais em meio à sociedade. Ex. Sindicatos, cultura, política, economia local, regional ou nacional. O professor deve aprender a cooperar e atuar em rede, a viver a escola como uma comunidade educativa, sentir-se membro de uma verdadeira profissão e responsável por ela.

É seguramente uma questão de status, de poder, de relações de força e também de identidade individual e coletiva, e de competência de análise. Havendo assim na formação o agir e o incentivar os futuros professores a sair de sua “passividade cívica enquanto profissionais”.

Parece que as universidades é o lugar certo da reflexão e do pensamento crítico e que isto lhe é natural. Mas, todavia a mesma não está preparada para desenvolver competências profissionais de auto-nível, pois, os saberes disciplinares supera o desenvolvimento de competências.

Mesmo em contexto sobre a prática de reflexão e a participação crítica a dúvida metódica se impõe e assim as universidades sem uma análise não é o lugar ideal.

As universidades não formam os professores dentro do ideal para a prática reflexiva. E assim os professores podem durante anos, entediarem os alunos, perder-se em monólogos obscuros, assustar os alunos pelo seu nível de abstração ou sua pouca empatia ou senso de diálogo. Isso pode significar um desprezo pelo ensino e falta de capacidade reflexiva.

Deste modo não se deve manter a ilusão de que se formam pesquisadores quando na verdade, se treinam técnicos. Há um duplo desafio e é preciso ampliar a concepção de pesquisa e de formação para pesquisá-la, em especial nas ciências humanas, e criar nos cursos universitários, dispositivos que busquem especificamente o desenvolvimento da prática reflexiva, independentemente da pesquisa, em envolver-se em sistemas complexos ineficientes.

As universidades parecem ser o único lugar onde se é capaz de olhar a sociedade com olhar crítico a favor da auto determinação e do poder dado a elas desde a idade média.

No entanto, é licito salientar que nada vale o privilégio e a identidade exposta para com as universidades em sentido de que não se importam com os problemas atuais dos professores e do saber; a atitude do professor não se transmite magicamente aos estudantes, e assim sendo não se pode esperar deles a participação crítica, e da mesma forma não se pode esperar uma participação reflexivas dos hábitos profissionais dos professores, e não basta confiar na essência da instituição universitária.
As universidades para ser o melhor lugar de formação de profissionais devem evitar sua arrogância e se dispor a trabalhar com os atores em campo. E se esforçar para abrir e manter um diálogo que não neguem as diferenças, caso ao contrário não é o lugar ideal.

Contudo, é importante saber porque as universidades quer formar professores se são por razoes claramente ligadas a sua identidade e articulada a construção de saberes e se ela está disposta a conceber os percursos de formação profissional superando seus hábitos e tradições didáticas, então certamente ela será o lugar apropriado.

 

CONCEPÇÃO DE ESCOLA

Philippe Perrenoud, diz que a escola sempre ocupa mais com ingredientes de certas competências, e bem menos em colocá-la em sinergia nas situações complexas. Ele diz que é durante a escolaridade básica, que aprende-se a ler, a escrever, contar e também a raciocinar, explicar, resumir, observar, comparar, desenhar e outras capacidades gerais. Assimilar-se conhecimentos disciplinares, como matemática, história, ciência, geografia, etc.

A escola não se preocupa em ligar esses recursos a certas histórias de vida. Ela justifica os fatos, mas exigências da seqüência do curso. Ensina contas para resolver problemas, aprende-se gramáticas para redigir um texto. Quando se faz referência à vida aprende-se um lado muito global; aprende-se para um cidadão para se virar na vida, ter um bom trabalho, cuidar da sua saúde. Para Perrenoud, a onda atual está envolvida em ensinar por ensinar, de marginalizar as referências às situações da vida, e de perder tempo treinando a mobilização dos saberes para situações complexas.

No entanto Perrenoud diz também que a luta das pessoas tem de ser entendida e incentivada a medida que as pessoas tenham interesse de lutar pela escola. Na escola não se trabalha suficientemente a transferência e a mobilização não se dá tanta importância a essa prática. O treinamento, então é insuficiente. Os alunos acumulam saberes, passam nos exames, mas não conseguem mobilizar o que aprenderam e situações reais, no trabalho e fora dele (família, cidade, lazer, etc).
Isso não é dramático para quem faz estudos longos. É mais grave para quem freqüenta a escola somente por alguns anos. Formulando-se mais explicitamente os objetivos da formulação em termos de competência, luta-se abertamente contra a tentação da escola:

•    De ensinar por ensinar, de marginalizar as referências às situações da vida;
•    De não perder tempo treinando a mobilização dos saberes para situações complexas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao realizarmos a pesquisa de campo com duas professoras da Escola Estadual Deputado Francisco Villanova, compreendem que a visão da concepção de escola e realidade escolar está de acordo com as teorias de PHILIPPE PERRENOUD e PAULO PADILHA, pois as  professoras disseram  que os educadores tem analisado o sistema educacional, através de estudos de teóricos que tentam ajudar a escola a ser de qualidade e auxiliar os educadores a fazer uma auto-avaliação redirecionando seus trabalhos pedagógicos deixando de ser setorizado e transformando-os em ações.

Nossa realidade escolar vem passando por grandes transformações, já que o mundo vive esta transformação e a escola precisa acompanhar, pois está inserida no contexto social. Em tempos globalizados é preciso que a escola torne os educandos um ser capaz de desenvolver todas as suas múltiplas habilidades.

A escola é um espaço para os alunos aprimorar seus conhecimentos, mas a escola se tornou desinteressante, precisa ser revista para que seja um espaço de refazer que intervenha que provoque, que investigue, que promova a construção do conhecimento.

De acordo com PERRENOUD, a onda atual está envolvida em: ensinar por ensinar, de marginalizar as referências às situações da vida, e de perder tempo treinando a mobilização dos saberes para situações complexas.

No que se refere a prática da realidade escolar é fundamental que se direcione com respeito a abordagem sobre o assunto, na dimensão entre conhecer, informar e aproveitar o que já tem de mudanças, ou transformações, no ensino/escolar, gerando assim, harmonia e não conflitos na mente do educando. Considera-se ainda que o modo de perceber determinado problema sobre concepção de escola, ou aceitar novas imposições deve-se caracterizar determinada postura frente à difícil aceitação de absorver informações novas, transformando-se em influência e não em ações definitivas.

Paulo Freire (1978:111) diz que, a relevância da modernidade vem reforçar o fato que deve-se favorecer a formação de uma nova escola. Na realidade a escola não pode ser estanque, deve sensibilizar o educando, buscando possíveis soluções para as problemáticas regidas na transformação. Este fato em sua busca envolve a sociedade, haja vista para evitar a propagação de circunstâncias não cabíveis à instituição escolar. A escola é um patrimônio público voltada à melhoria de vida comunitária. Nela ocorrem fatos e fatores que podem desequilibrar a estrutura do ensino. É preciso que haja policiamento e repressão no tocante à concepção de escola, e adotar uma estrutura que venha a beneficiar a realidade do educando/educador em sala de aula.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

GAGLIARI, DI SANTO, Joana Maria Rodrigues. A Ação psicopedagógica e a transformação da realidade escolar:  file://a\\Psicopedagogiainstitucional.htm.

PADILHA, Paulo Roberto e ANTUNES, Ângela. Projeto político-pedagógico, leitura do mundo e a festa da escola cidadã. File //A\\Paulo Freire Eventos.htm.

PERRENOUD, Philippe. Formar Professores em contextos sociais em mudança. Prática reflexiva e participação crítica. Revista Brasileira de Educação, Set-Dez, nº 12, pp 5-21. Genebra, 1999.

SISTO, Fermino Fernandes. MONTEIRO, Alexandria e DOBRANSZKY, Enid Abreu. Cotidiano Escolar: Questões de leitura, matemática e aprendizagem. Petrópolis: Vozes: Bragança Paulista: USF, 2001.

FREIRE, Paulo. (1978:111).

 

Élen Rosa Córes - Discente do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Gestão Escolar
Márcio Martins Córes - Discente do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Gestão Escolar

José Olímpio dos Santos - Prof. Doutorando, Orientador e Coordenador