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O Lúdico no Ensino da Matemática PDF Imprimir E-mail
Escrito por Sídnei Figuêira Morêira e Simone Garcia Moreira   
Sex, 17 de Dezembro de 2010 15:43

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo de analisar  a importância do Lúdico no ensino da matemática, diante da aprendizagem dos alunos. Tendo como ponto de partida as pesquisas e estudos bibliográficos. Buscando o principal interesse em verificar quais os subsidios que as escolas oferecem aos profissionais de educação para trabalhar com o lúdico com o ensino da matemática, nos primeiros anos do ensino fundamental. Nesse contexto constata-se que o ensino do lúdico deve ser trabalhado de uma forma clara e acessível, despertando curiosidade nas crianças, levando-as aos desafios, permitindo ampliarem seus conhecimentos. Concluindo assim sobre a perspectiva de socializar o conhecimento e de atuar na transformação dos saberes para com os educandos em seu meio.


PALAVRAS-CHAVES: conhecimento, lúdico, desafio, aprendizagem.1


INTRODUÇÃO
Dentro do processo educacional pode se desenvolver a perspectiva de proporcionar condicões para aquisição de novos conhecimentos através do ludico no ensino da matemática nos primeiros anos do ensino fundamental, visando analisar a construção da história do conhecimento matemático, elaborando tentativs que leva o homem a compreender a importancia do mesmo no seu dia a dia.

Nesta visão surge a possibilidade que leva a criança a estabelecer relações do pensar e agir, indo além do que se vê. Com isso muitos professores que ainda aplicam o ensino tradicional encontram grandes dificuldades de ensinar a matemática com o lúdico diante as grandes mudanças que o mundo vem sofrendo.

Percebe-se assim que o ensino do lúdico na matemática é fundamental no processo aprendizaagem onde as escolas precisam de forma clara e acessivel despertar a curiosidade dos alunos, levando-os a desafios com oportunidades de produzir saberes em diferentes níveis de aprendizagem. Deste modo, que o presente trabalho foi realizado visando uma grande persectiva de contribuir para a melhoria do ensino da matemática com o lúdico esperando uma transformação da realidade de vida dos educandos, desperatando nos educadores a importância do seu papel como agente de inovações, dentro da sala de aula e do processo ensino aprendizagem.

Nesse sentido, o presente trabalho toma como destaque a fonte literária infocando a importancia do lúdico no ensino da matemática atraves de várias interpretações para a palavra lúdico, a importanciada pesquisa, do trabalho com os educandos,das avaliações, as cosiderações finais e as referências bibliográficas.

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REVISÃO LITERÁRIA    

ESTRATÉGIAS LÚDICAS PARA A MATEMÁTICA

O lúdico tem sido muito enfatizado como recurso para enfrentamento da aversão/receio que grande parte dos estudantes desenvolvem em relação à matemática, em função de um ensino sem significado.

A abordagem lúdica envolve o uso de jogos, brincadeiras e, sobretudo, de desafios que estimulem o aluno a procurar o conhecer e o aprender. O trabalho educativo deve visar o desenvolvimento global do aluno, auxiliá-lo e posicionar-se críticamente no mundo, porém de uma forma prazerosa.

ALMEIDA (2001), propõe a Educação Lúdica como um caminho para a transformação e a libertação do ser humano, pois “a educação lúdica está distante da concepção ingênua de passatempo, brincadeira vulgar, diversão superficial”.

Educar ludicamente tem uma significação muito profunda e está presente em todos os segmentos da nossa vida. Por exemplo: uma criança que joga bolinha ou brinca de boneca com seus companheiros não está simplesmente brincando e se divertindo; está desenvolvendo e operando inúmeras funções. Da mesma forma, uma mãe que acaricia e se entretém com a criança, um professor que se relaciona bem com seus alunos ou mesmo um cientista que prepara prazerosamente sua tese ou teoria. Educa-se ludicamente, pois, combina e integra a mobilização das relações funcionais ao prazer de interiorizar o conhecimento e a expressão de felicidade, manifestada pela sua interação com os seus semelhantes.

No que diz respeito aos jogos e brincadeiras, o aluno utiliza suas diversas potencialidades: a lógico-matemática, a lingüística, a musical, a cinestésica, a ecológica, a espiritual, a intra e a interpessoal, a espacial. Desenvolve valores: a responsabilidade, a resistência a frustrações, a criatividade, a cooperação, a alegria, o prazer da descoberta, etc.

Por tanto, os jogos e as brincadeiras não são uma perda de tempo, como pensam muitos profesores; ao contrário, possibilitam um enriquecimento do processo, conferindo-lhe mais qualidade. A interação entre os alunos é uma estratégia que, além de desenvolver o senso de cooperação e de coletividade, é muito importante na construção do conhecimento.

O jogo tornou-se objeto de interesse de psicólogos, educadores e pesquisadores como decorrência da sua importância para a criança e da ideia de que é uma prática que auxilia seu desenvolvimento de construção e de potencialização, o que favorece a ideia de que a aprendizagem de conteúdos matemáticos se dá prioritariamente por meio dessas atividades. Os jogos e as brincadeiras são muito importantes no desenvolvimento das atividades de matemática, por diversas razões. Uma delas é o fato de propiciarem um ambiente alegre e descontraído, essencial a uma proposta de aprendizagem significativa. Outras vantagens igualmente importantes são os estímulos à interação, o desenvolvimento de atitudes éticas, de respeito ao outro, de raciocínio lógico, de habilidades de comunicação, de orientação espaço-temporal, de preservação ambiental, de auto-conhecimento, de colaboração.

É importante propor brincadeiras de modo atraente e desafiador, adequadas aos alunos e estimular que estes proponham também as suas próprias brincadeiras. A adoção de registros das brincadeiras de forma a facilitar a comunicação, os cálculos, o estabelecimento de relação entre as noções e os conceitos envolvimos na atividade. Os tipos de registros sobre a brincadeiras que sugerimos podem ser na forma oral, a través de desenho ou texto, pois segundo SMOLE (et. al., 2000: p. 17), “enquanto brincam, muitas vezes, as crianças não têm consciência do que estão aprendendo, do que foi exigido delas para realizar os desafios envolvidos na atividade”. Percebe-se que pedir que alguna forma de registro seja feita após a brincadeira, faz com que os alunos reflitam sobre suas ações e permite ao professor perceber se eles observaram, aprenderam e se apropriaram dos aspectos mais relevantes que foram estabelecidos como metas ao se planejar a brincadeira escolhida. Os alunos comunicam sua percepção quando a eles são dadas diferentes oportunidades para fazer representações, para discutir se as representações refletem o que pensaram, o que compreenderam, como agiram ou que dúvida tiveram.

O uso de brincadeiras na matemática possibilita o desenvolvimento de conceitos para o desenvolvimento de diferentes habilidades. Ao trabalhar com jogos, o professor deve, de início, explicar apenas os procedimentos e deixar que o aluno descubra as possíveis alternativas de solução. Em grande parte, as atividades com jogos são mais motivadoras que as práticas normais de sala de aula, pois, naquelas, o aluno passa a ser um agente ativo no seu processo de aprendizagem, vivenciando a construção do seu saber e deixando de ser um ouvinte passivo das explicações do professor.

Além dos fatores já mencionados, as atividades com jogos são importantes na fase de aprendizado porque os alunos são levados as experiências que envolvem erros, incertezas, construções de hipóteses, entre outras, o que contribui para o desenvolvimento e o aprimoramento do raciocínio lógico do educando.

A importância da matemática, hoje, é bem maior do que antigamente. O desenvolvimento da ciência e da técnologia exige maior conhecimento matemático no mundo atual.

O ensino da matemática, atualmente, tem uma estrutura determinada, pois permite à criança, uma participação ativa, procurando atender as diferenças individuais, dando realce ao trabalho concreto e unificado. É importante que haja uma preocupação no que diz respeito à flexibilidade no conteúdo e nível das crianças.

No ensino de matemática, a aplicação social e os aspectos criativos devem estar presentes no desenvolvimento das atividades práticas. Segundo o disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Matemática

“Nesse aspecto, a matemática pode dar sua contribuição à formação do cidadão, ao desenvolver metodologias que enfatizem a construção de estratégias, a comprovação e justificativa de resultados, a criatividade, a iniciativa pessoal, o trabalho coletivo e a autonomia advinda da confiança na própria capacidade de enfrentar desafios. (Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 27)

Falar em formação básica para a cidadania significa refletir sobre condições humanas de sobrevivência, sobre a inserção das pessoas no mundo do trabalho, das relações sociais e da cultura e sobre o desenvolvimento da crítica e do posicionamento diante das questões sociais. Assim, é importante refletir à respeito da colaboração que a matemática tem a oferecer com vistas à formação da cidadania.

Ao ensinar matemática, o professor, para alcançar os objetivos, deve usar todos os recursos possíveis para manter presentes o interesse e a compreensão do aluno, pois são fatores indispensáveis à eficiência da aprendizagem.

Além disso, o professor, como orientador do aluno, deve oferecer-lhe oportunidades para formar o hábito de pensar, desenvolvendo o raciocínio, adquirindo mais segurança e chegando à redescoberta. É através das redescobertas que a criança chega a generalizações e conclusões, etc.

Pelo que observamos, sentimos que a matemática é de suma importância na vida do indivíduo, a ponto de ajudar na formação de sua personalidade. A matemática é uma disciplina pedagógica que está presente em todos os momentos da vida do indivíduo, seja ela sob aspecto numérico ou não. A aprendizagem deve ser desenvolvida de maneira significativa, para que a criança sinta a necessidade dela na solução dos problemas de sua própria vida.

Os objetivos do ensino de matemática devem ser entendidos em função do progresso tecnológico da atualidade. A sociedade em que vivemos encontra-se em mudanças contínuas e devido a esse dinamismo, é impossível o grau de desenvolvimento que irá alcançar.

A instrução matemática da criança deve ser maior e mais completa que a do passado e para isso é necessário que seus objetivos também acompanhem o progresso; os objetivos do presente incluem não só a formação de conhecimentos, como o desenvolvimento de habilidades e formação de hábitos e atitudes favoráveis à ciência matemática.

Outro ponto fundamental é pensar a matemática tanto de forma contextualizada como de qualquer contexto, como uma linguagem com símbolos próprios e regras de funcionamento específicas, que tem sua realidade independentemente do sentido a ela atribuído. Segundo MORENO (2006: p. 49)

Na interação desenvolvida pelos alunos em situações eles utilizam seus conhecimentos anteriores, submetendo-os à revisão, modificando-os, rejeitando-os ou completa, redefine-os, descobre novos contextos de utilização e, dessa maneira, constrói novas concepções. (In: Mabel Pamizza e Cols. Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais. Porto Alegre: Artmed)

Segundo MORENO relata: hoje damos ênfase à compreensão, onde devemos proporcionar inúmeras experiências matemáticas à criança para que ela desenvolva habilidades de computar e dominar conceitos.

Os objetivos devem ser alcançados e integrados, através de um programa que consista numa sequência de experiências planejadas pelo professor de acordo com as necessidades.

A matemática faz parte da vida do homem desde os primeiros anos de vida, a sua maneira, as crianças participam de várias atividades, envolvendo quantidades, números e espaços. Em situações reais e corriqueiras como pontuar um jogo, colecionar figurinhas, repartir brinquedos e doces, manipular dinheiro, etc., ela aprende conceitos matemáticos naturalmente. Ao chegar à escola, já conta com base do seu conhecimento matemático formada, cabendo à escola aprofundá-lo e sistematizá-lo da forma mais natural possível.

A aversão que se observa em crianças e adultos em relação à matemática resultam de aprendizagens mecânicas em que o trabalho concreto e o abstrato são dissociados, isto é, o professor  realiza atividades com material concreto em relação aos conceitos nelas envolvidas.

A ênfase na repetição, na memorização, no ensino de conceitos, leva a criança a passar horas repetindo informações para arquivar em sua memória no processo de desenvolvimento do raciocínio lógico.

O trabalho com a matemática além de desenvolver a capacidade de calcular, deve visar habilidades de comunicação como: representar, falar, escutar, escrever e ler, a partir de perguntas que dão oportunidade ao aluno de expor seus pontos de vista, explicar suas estratégias, etc.

De acordo com o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (Vol. 3, p. 207),

Fazer matemática é expor idéias próprias, escutar as dos outros, formular e comunicar procedimentos de resolução de problemas, confrontar, argumentar e procurar validar seu ponto de vista, antecipar resultados de experiências não realizadas, aceitar erros, buscar dados que faltam para resolver problemas.

Nota-se que dessa forma as crianças poderão tomar decisões, agindo como produtoras do conhecimento e não apenas executoras de instruções. Portanto, o trabalho com a matemática pode contribuir para a formação de cidadãos autônomos, capazes de pensar por conta própria, sabendo resolver problemas.

Esse trabalho de ação e reflexão deve ser desenvolvido desde cedo por meio de problemas orais e escritos, de atividades lúdicas e concretas, que possibilitem mais de uma alternativa de solução.

As crianças compreendem melhor os conceitos matemáticos se tiverem dentro do ensinamento lúdico, experiências concretas, deve conduzir a aprendizagem combinando descoberta e aplicação, compreensão e prática, além de tudo o conhecimento deve obedecer a uma sequência lógica.

A matemática não pode ser ensinada a partir de tópicos isolados. Exige uma sequência, pois ela consiste num sistema inter-relacionado de fatos, processos, conceitos e generalizações. Conclui-se que a matemática deve ser ensinada relacionada com as situações reais da vida e com as atividades humanas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dentro dessa pesquisa apontaram situações que o  emprego do lúdico na matemática nos primeiros anos do ensino fundamental, proporcionaram diferentes situações que permitiram o ensino aprendizagem, diante as inovações exigidas, que estejam em constante evolução. Nessa concepção é necessário provocar oportunidades e contextos para que o lúdico no ensino da matemática mostra se útil aos alunos, permitindo ampliarem suas noções matemáticas e suas habilidades de pensamento, descobrindo o aprendizado brincando. É preponderante salientar e afirmar que o ensino lúdico é um fator essencial no processo de ensino aprendizagem, pois desperta nas crianças a curiosidade, levando-as a desafios, melhorando o nível de conhecimento. Esta eficiência em trabalhar brincando favorece aos educandos e educadores das séries iniciais a liberdade, o gosto e a praticidade de resolver os exercícios de uma forma prazerosa, interagindo ao seu meio educativo escolar e social do dia a dia. Este trabalho tem proporcionado meios que possa contribuir para que haja uma análise sobre como está sendo trabalhado o lúdico na matemática nas escolas e, que possa incentivar o corpo docente das mesmas a produzir meios que venham aumentar a auto-estima dos alunos, visando ampliar  um melhor conhecimento na aprendizagem.




REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO


A Prática da Alfabetização Infantil – CETEB – Centro de Ensino Tecnológico de Brasília, DF. Editora LTDA. 2005.

BRITTO, N. C. Didática Especial. Editora do Brasil S/A, 34ª Ed., nº 14089.

Escola Ciclada de Mato Grosso – Novos Tempos e Esperança para Ensinar, Aprender e Sentir, Ser e Fazer. End. Educação de Mato Grosso - Cuiabá – 2000.

PCNs - Parâmetros Curriculares Nacionais –– Matemática. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental – 3ª Ed. - Brasília: A Secretaria, 2001.

Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil./ Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998.

Revista Nova Escola –Caderno Especial – Editora Abril. outubro/2008.




AGRADECIMENTOS



Ao bom Deus que deu-nos a vida, para que vivendo cada momento, pudéssemos desafiar cada aventura que surgiram em nosso caminho no decorrer do estudo desta área, usando nos da inteligência, a paciencia e a capacidade, fortalecidos pelas nossas familias, conseguimos vencer.
Ao orientador que prontamente nos atendeu nos momentos solicitados; os nossos sinceros agradecimentos.

 

Sídnei Figuêira Morêira - Discente do Curso Pós Graduação de Psicopedagogia Clínica Educacional¹
Simone Garcia Moreira - Discente do Curso Pós Graduação de Psicopedagogia Clínica Educacional²

José Olimpio dos Santos - Prof. Doutorando, Orientador

1,2, Pós Graduação de Psicopedagogia Clinica Educacional de Lambari D’Oeste – IMPACTOS, Mato Grosso, Brasil.